os pitaqueiros puristas que me perdoem

Aqui em casa, Enzo mama em livre demanda, da forma que quer, quanto quer, na hora em que der na telha dele e pelo tempo que achar necessário. É uma prática que horroriza os pitaqueiros mais puristas, aqueles que acreditam em mamadas de três em três horas, 15 minutos em cada peito, sem chance de o bebê “chupetar” um pouquinho. E que defendem que a cria nunca, nunquinha pode dormir no peito.

Por que a gente sabe, né? Grávidas ou recém-mães são como para-raios de “especialistas”, palpiteiros e curiosos em geral, todos com “boas dicas” sobre maternidade. Parece que a gente atrai toda sorte de comentários bem intencionados sobre partos, dificuldades de amamentar e sobre como os bebês são espertos e já nascem preparados para manipular os pobres e indefesos pais (ironia mode on).

Eu faço tudo ao contrário do que manda o Manual Internacional dos Pitaqueiros, Palpiteiros e Especialistas Amadores em Maternidade. E olha que essa turma às vezes tem apoios de peso, como obstetras, pediatras e avós…

E, pra desespero do grupo, vem dando muito certo, obrigada! Ao contrário, aliás, do que aconteceu no comecinho quando, mãe de prima meio perdida, tentei enquadrar meu filho e eu num calendário militar de mamadas e trocas de fraldas, que nos deixou estressados e irritados.

Depois que a sanidade voltou (quando Enzo tinha mais ou menos um mês), resolvi ouvir apenas meu filho. Além de deixá-lo mamar em livre demanda, ainda deixo, toda orgulhosa, confesso, o bonitão dormir chupetando livremente. E ele A-DO-RA! E dorme rapidinho, feito um anjo.

Contrariando todas as expectativas agourentas dos pitaqueiros, Enzo tem uma rotina bem certinha de mamadas (sempre por volta de 8h, 11h, 14h, 17h, 19h, 22h, 00h00). Fica um bom tempo acordado durante o dia, sem precisar que eu o force a isso, como recomendam os palpiteiros. E, com apenas 2,5 meses, dorme a noite todinha.

Pitaqueiros puristas que me perdoem, melhor rever o manual aí. E, mães de prima, se eu puder dar um conselho, o meu é esse: ouçam as crias, que elas sabem das coisas.

PS: O tom do post é bem humorado, mas o assunto é sério. É tanto pitaco errado que se ouve por aí. E atrapalha à beça, pra dizer o mínimo.

PS2: E ainda nem falei sobre a polêmica dos nossos dias (assunto principal dos pitaqueiros agourentos): pegar o bebê no colo ou deixá-lo chorar no berço? Estou escrevendo sobre isso e posto djá djá, inspirada por esse post da sempre certeira Mari, do Viciados em Colo. Recomendo fortemente que leiam o que ela pensa sobre o assunto. E depois voltem pra cá, puxem uma cadeira, que o papo vai ser looongo.

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