no dia das crianças, presente para mim

Fui eu que ganhei um presentaço nesse dia das crianças. Já contei aqui e aqui como eu queria -mas não estava conseguindo- slingar o Enzo. No começo, tive dificuldades para vestir o sling. Depois, foi a vez do Enzo não curtir muito ficar atadinho à minha barriga.

Quase desisti. Quase troquei por um desses carregadores “tradicionais”. Quase troquei por roupas para o meu filho. Quase troquei por qualquer outra coisa. Quase xinguei sete gerações de quem inventou o sling.

Nessa quarta, 12/10, quase dei um beijo em mim mesma por não ter desistido. Insisti, insisti, insisti e consegui slingar o Enzo pela primeira vez. Maridón que, a essas alturas também já não botava muita fé no sling, quase me convenceu a sair com o bebê no carrinho. Mas, não; depois de tantos “quases”, mantivemos o combinado e fomos caminhar pelo bairro com o pequeno enroladinho em mim.

E foi ótemo! Foi mais que ótemo, foi apaixonante, viciante, foi não-sei-como-consegui-não-slingar-por-tanto-tempo!

Achei uma delícia ter Enzo o tempo todo coladinho em mim, aconchegado, protegido, acalentado. Penso que essa troca de calor -que é literal e, ao mesmo tempo, simbólica- é muito importante na construção dos laços de afeto essenciais para o desenvolvimento saudável dos pequenos. E é muito gostosa também. Me senti forte e completa flanando pela vila com o bebê tão perto e curtindo tanto o contato.

E, apesar de ser uma experiência de apego, foi libertadora: mãos livres e liberdade de locomoção total. Pude, por exemplo, abraçar o maridón ou andar de mãos dadas com ele durante todo o trajeto.

Também rolou uma passadinha rápida num bistrozinho super tranquilo. Dri tomou uma cervejinha, eu tomei um suco e Enzo tomou leitinho materno 🙂 Foi especialmente bacana, porque sempre fez parte da nossa rotina -minha e do Dri- essas saidinhas descompromissadas para beber alguma coisa, comer um negocinho, jogar conversa fora. Isso é parte do que nos define como casal. Poder incluir o Enzo nisso é maravilhoso.

E o melhor de tudo: Enzo realmente gostou do programa. Dormiu, acordou, gargalhou, mamou, dormiu, suspirou. Se tivesse ido no carrinho, teria sido completamente diferente. Ele ficaria bem, claro, até porque sempre sossega quando está em movimento. Mas tenho certeza absoluta de que gostou muito mais de ter ido coladinho na mamãe aqui. O pequeno ama colo, ama calor humano, toque, beijos, olho no olho de pertinho.

Enfim, sling aprovadíssimo, e eu feliz no dia das crianças. Próximo passo: papai está louco pra experimentar também.

 

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