Enzo vai invadir nossa praia

"Nossa" praia, refúgio coletivo nosso e dos amigos mais queridos

Enzo foi à praia pela primeira vez nesse feriado. Passamos um dia e meio com amigos queridos no litoral. Confesso que eu tinha muitos receios e dúvidas e, por isso, demorei um bocado para decidir ir ou não. Eu não sabia, por exemplo, como Enzo se comportaria numa casa estranha, num ambiente mais agitado; se gostaria ou não do mar, da areia; se ficaria na praia ou se seria preciso ficar com ele em casa; se se adaptaria bem à mudança de horários e rotinas; de que forma o protegeríamos dos pernilongos, mosquitos e afins.

Pois ainda bem que lidamos com os receios e, mesmo meio assustados (cê jura? eu, como medo? ah, vá!), botamos as mochilas (e todas as trocentas e zentas mil coisas do bebê) no carro e pegamos a estrada. Porque, para começar, a cria adorou a “casa estranha”. Olhinhos curiosos e atentos percorreram cada cantinho novo, exploraram cada detalhe, mantiveram Enzo entretido, ocupado e feliz da vida com as novidades. A janela diferente, o batente de madeira, o ventilador de teto… Ah, o ventilador de teto foi amor à primeira vista. Era alguém ligar a geringonça que o pequeno, às gargalhadas, erguia as mãozinhas tentando pegar.

E o mato, então, fez sucesso. Aqui, em SP, quando passeio com ele pela rua, uma das diversões é observar árvores. Lá, como a casa tem um jardim bacana, plantas nas paredes, flores e folhas à vontade, o bebê deu vazão ao pequeno botânico que mora nele, pôs tudo na mãe e (quase tudo) na boca.

Ficou oficializado que Enzo é baladeiro-bagunceiro-arroz-de-festa-nível-máximo. Quis participar de todas as conversinhas, colinhos, sorrisinhos, palhaçadinhas dirigidas -OU NÃO- a ele. Fez amizade com novos amigos que papai e mamãe conheceram como se fossem velhos habituais aqui de casa. E com os mais próximos, só faltou pedir pra morar junto.

Acho que é papel dos pais socializar o bebê, apresentá-lo às pessoas com quem a família mantém relações próximas, facilitar a construção de outros laços afetivos, também muito importantes para um desenvolvimento emocional saudável. Nem só de pais vivem os pequenos, afinal. E isso tudo é especialmente fácil para nós, porque Enzo adora pessoas, adora carinho, adora fazer amizades.

Finalmente, a praia: Enzo adorou a paisagem, o clima, a espuminha das ondas, passear na orla no colinho do papai, fazer bagunça e rir das conversas dos amigos… Relaxou tanto que dormiu numa caminha improvisada na esteira da mamãe com a toalha dele. Mamou quando teve fome/sede e, no restante do tempo, aproveitou para conhecer tudo o que atraiu seu olhar, incluindo a fauna local: viu caranguejinhos pequeninos se escondendo na areia, viu gaivotas, viu diversos pássaros, gargalhou de tudo.

E tem como não gostar dessa praia?

Tem mesmo como não gostar dessa praia?

Só não se apegou muito à água. Nas diversas vezes em que tentamos molhar seus pezinhos, houve choro. Na primeira, se assustou com a onda; nas outras, não gostou mesmo foi da temperatura do mar.

Mas, no cômputo geral, consideramos muito bem sucedida sua primeira incursão litorânea. E nós, tendo em vista o sossego/alegria do rapaz, também pudemos aproveitar. Antes de ir, achamos que talvez nem conseguíssemos ficar na areia efetivamente, já que não sabíamos como seria a reação de Enzo, se ele conseguiria levar vida normal na praia (leia-se: brincar, comer, dormir, brincar, comer, dormir) ou se ficaria incomodado com alguma coisa. Acabou que ficamos bem mais do imaginávamos e com muita tranquilidade.

Resultado: volta programada para a Páscoa -ou talvez, além do feriado, algum fim de semana de sol que nos der na telha.

Agora, é preciso dizer que passamos alguns perrengues pela falta de experiência em viajar com bebês. O primeiro deles foi o tempo. Decidimos em cima da hora e, portanto, tivemos de resolver TUDO no sábado à tarde. Por tudo, entenda-se: comprar um berço portátil de camping (como esse aqui), comprar protetor solar, repelente, fraldinhas para banho e arrumar as zentas coisas do Enzo (incluindo panelinhas, colherinhas, pratinhos, mamadeiras, esterilizador, roupinha de cama, trocentas fraldas, sabonete, creminhos, frutinhas frescas já lavadas/esterilizadas, fazer papinhas, congelar papinhas, não esquecer papinhas no freezer…).

E ainda levar suprimentos para nós, pelo menos para os almoços…

Outro perrengue foi a escolha do repelente. O ideal seria não precisar dele, eu sei. Mas acontece que a praia para onde sempre vamos é bem natureba e, portanto, cheia de mosquitos. Sem chance de deixar Enzito sem proteção. Optei pelo mais natural possível, seguindo indicação do dr. Homeopata. Mas eis que não encontrei o recomendado -repelente fitoterápico da Weleda– em lugar nenhum. E comprar pelo site não era uma opção nessa altura dos acontecimentos.

Numa das farmácias de manipulação que visitamos atrás do Weleda, havia um similar. Vi preço e deixei para comprar mais tarde, depois que tivesse feito uma pesquisinha no bairro para ver se essa era mesmo a melhor opção. Só que eu esqueci que era sábado de Carnaval (céus!). A loja fechou mais cedo e acabamos tendo de comprar um desses repelentes de mercado mesmo. Claro que levei a versão baby, para nenês acima de seis meses (tem a infantil, mas essa é só para crianças com mais de dois anos), mas, mesmo assim, usei contrariada. A eficiência é inquestionável: os mosquitos não picaram nem a gente, que segurava Enzo. Porém, a pele dele ressentiu um pouco, e eu mais ainda por ter passado um monte de porcarias no meu filho. Enfim, era o que eu tinha para o momento.

No fim do sábado, ainda tivemos de rodar atrás do protetor solar. Como não queríamos um protetor químico (cheio de parabenos, que desregulam o sistema endócrino), apesar de ser o recomendado pela dra. Ped, fomos atrás das opções de protetores físicos (por exemplo o Anthelios Dermo Pediatrics, da La Roche-Posay). Aliás, as dicas sobre protetores eu achei aqui, no Coisas Minhas, e vale a pena ler. Mas protetor também foi testado e aprovado, mesmo a gente tendo o cuidado de não expor Enzo ao sol entre 11h e 17h (horário de verão).

Para as próximas, a resolução # 1 é não deixar NADA para a última hora. Nem a decisão de ir, nem comprinhas, nem arrumar as malas. Muitas coisas que nos tomaram tempo, como algumas compras, não precisaremos fazer nas próximas vezes, mas, mesmo assim, vamos tomar o cuidado de bater o martelo com antecedência suficiente para não rolar correria que, no fim das contas, atrasou nossa saída e nos fez perder um dia (já que, pelo horário que saímos de casa, pegamos cinco horas de engarrafamento num trajeto feito em, no máximo, metade desse tempo).

A resolução # 2 diz respeito à organização. Antes, era só jogar meia dúzia de roupas, um biquíni/sunga, uma canga, shampoo-sabonete-desodorante-perfume-hidratante-protetor-solar-escova-e-pasta-de-dentes na mochila e se mandar pra praia. Agora precisamos organizar melhor essa bagunça para facilitar ( já que são bem mais itens a serem levados) e para caber no carro. Quilos de sacolinhas com um pouco de coisa em cada uma definitivamente não rola mais. Decidimos comprar malas maiores para as roupas de cama e umas pequenas para os artigos de higiene nossos e do Enzo. Mala ele já tem e Dri e eu seguimos cada qual com sua mochila, que ainda dá conta do recado.

Para levar para a praia, a resolução # 3 manda o seguinte: vamos deixar o bom, barato e velho isopor de lado e substituir por uma ou duas caixas térmicas, tipo essa aqui. Não por glamour, não, mas para possibilitar o transporte seguro de frutinhas e papinhas do Enzo, tanto de SP para o litoral (na sacola térmica que eu tenho, a comida dele quase descongelou) quanto da casa para a praia propriamente. Dessa vez, ele passou à base de mamadeira, mas isso está longe do ideal. Nas próximas, vamos levar todo o suprimento à tiracolo. Faltou ainda uma cadeirinha só para ele e uma toalha mais adequada à praia, maior, multi-uso.

ABRE PARÊNTESE: Só para constar, essa praia é muito especial para nós e foi muito bacana que Enzo tenha começado sua vida de turista justamente nela. Dri, quando criança, vivia por lá; tem muitas de suas melhores memórias da meninice ligadas à praia. Namorados, fugíamos até ela sempre que dava. E, de uns anos para cá, depois que descolamos essa casa bacaninha para alugar e, assim, evitamos de vez as (proibitivas) tarifas de (impessoais) pousadas, o local virou refúgio coletivo: não só do Dri e meu, mas de todos os nossos amigos mais queridos (incluindo meu irmão e meu primo). Vamos sempre, sempre juntos. Rareamos as idas no ano passado por causa da gravidez e, por isso, estava louca para retomar, com Enzo à bordo. FECHA PARÊNTESE.

PS: Vai ter foto do Enzo na praia, gentes! Falta só descarregar, ok?

PS 2: Depois de tudo isso, mamãe aqui acrescentou mais uma coisa essencial à sua lista de “eu quero”: um biquíni que ressalte os pontos fortes, esconda os defeitos, levante os peitos, levante a bunda, suma com as gordurinhas indesejadas nos quadris, transforme o abdome numa barriga chapada, deixe a pele do rosto mais viçosa, melhore o cabelo, esconda aquela unha que ficou mal pintada e ainda seja à prova de puxões de bebê. Onde eu compro um desses?

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7 Comentários

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7 Respostas para “Enzo vai invadir nossa praia

  1. Oi Natalie! Sabe que eu também não gosto da palavra “birra” justamente pelo que você explicou. Mas infelizmente, não conheço outra palavra que represente esse comportamento dos pequenos, que faz parte do desenvolvimento deles e não é proposital em nos irritar. Nunca li os livros do Carlos Gonzáles, mas já li muitos textos soltos, traduções de algumas partes, e sou fã do Dr. Hehehe

    Que delícia de viagem vocês fizeram. E que bom que mesmo de última hora, deu tudo certo. A gente gosta de preocupar e os filhotes sempre nos surpreende. Bela praia!

    Beijos

    • Nat

      Dayane,

      é verdade, não tem um substituto ainda para “birra”, por isso, a gente acaba usando, né? Fazer o quê? Estou lendo o Besame Mucho, mas também é o primeiro. Como você, tinha lido vários textos e trechos. Estou adorando e super recomendo!

      Eles surpreendem mesmo a gente, né? Preocupadíssimas e eles super de boa! 🙂

      bjos

  2. a parte que mais gostei foi: “dormiu numa caminha improvisada na esteira da mamãe com a toalha dele” amooooo bebê dormindo na areia! para mim isso é luxo!!!

    e bem-vindo à praia, enzito!

    quer que ele goste de mar? traz o menino aqui no próximo verão: te garanto águas morninhas e piscininhas naturais: vem pra bahia!!!

    beijoca

    • Nat

      ah, Mari, foi uma delícia ver ele dormindo largado na praia. qdo eu conseguir, vou postar as fotos e aí vc vai ver como ele estava aproveitando o soninho…

      olha, não convida muito não que eu vou mesmo! louca pra conhecer Salvador! e, pô, não dá nem pra comparar as praias da Bahia com as de SP, né? aqui a gente tem projetos de praia, ahah ahaha ahaha.

      bjos

  3. natal

    Natalie pudera ele puchou o Avo, não só na beleza mas no comportamento tambem. eu só ñão via as fotos ainda.

  4. Pingback: as fotos na praia | mãederna

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