Arquivo do mês: janeiro 2013

pequeno dicionário amoroso (do Enzo)

Tenho zilhares de assuntos palpitantes para compartilhar por aqui, entre eles a escolinha do Enzo; a resenha do Besame Mucho, do Carlos González, que finalmente terminei de ler; pressões por desfralde e por aí vai.

Mas decidi começar o ano do blog com um post sobre algo que tem nos feito bem felizes, a nós e ao Enzo: a fala. O pequeno, que já tagarelava em idioma próprio, agora resolveu aderir, aos poucos e com muito charme, ao Português. Isso é  muito bacana, porque representa um avanço e tanto na nossa comunicação com o pequeno.

Além de ser muito divertido e impressionante assistir à facilidade com a qual os bebês vão adquirindo a linguagem, é também um alívio para todo mundo –e imagino que seja um ainda maior para os filhos– quando o choro (que significa tudo e qualquer coisa) cede lugar à conversa e às palavras.

Enzo começou a falar como quem não quer nada, um mamã aqui, um papá ali –e faz tempo. Foi incrementando o vocabulário aos poucos e, de repente, desembestou a repetir, do jeito que consegue, quase tudo o que falamos e que, de alguma forma, o interesse ou se vincula ao seu mundo. E daí que em poucas semanas (desde que percebemos mais foco dele na aquisição da linguagem) já tem um vocabulário de pouco mais de trinta palavras. Também já forma “frases” simples, como “cuco mamã”, quando quer pedir o meu suco, por exemplo.

E eu, claro, não fugi à tradição de criar um dicionário para “traduzir” o que Enzo diz e o que ele acha que diz. É divertido à beça, não? Aí vai minha seleção com as palavras mais frequentes do minimenininho:

Mamã: autoexplicativo

Papá: idem

Djodjó: A gata, Johanna, que a gente chama de Ioió. O nome dela sempre vem acompanhado por um longo “aaaaa”, o que faz com que ele sempre a chame por “aaaaa Djodjó”. Interjeição total.

Vovó: autoexplicativo também (e ele pronuncia direitinho)

Vovô: idem

Noná: a mãe do Dri que, ao invés de “vovó” em português, ensinou o pequeno a chamá-la de “nonna”.

Tu Já ou ti Já ou tu Jé: tio Zé que, no caso, é meu irmão.

Ti Di: o tio Di (de Diego), um amigo nosso que ele adora.

: é o Léo, o leãozinho de pelúcia que ele arrasta pra frente e pra trás o dia inteiro.

Tulalá: celular.

Cá-o: carro.

Boló: bolacha, biscoito e congêneres. Pede todos os dias, eu sempre digo que não tem. Ele esquece por algum tempo, depois volta e tenta de novo.

Bola: bola mesmo.

Póca: pipoca. Assim como a “boló”, essa ele pede diariamente e, da mesma forma, nunca leva.

Zúl: azul, a cor. Mas ele chama assim, na verdade, qualquer objeto azul.

Au-au-au: autoexplicativo.

Ú-a: lua. Essa ele aprendeu ouvindo “O Rato“, da Palavra Cantada.Fofo, né? Aliás, toda vez que tocamos essa música (e são muitas vezes por dia, acredite…), preciso levar Enzo até a janela pra ele procurar pela lua.

: alô. Pode ser no telefone, no “tulalá”, no interfone, nas mãozinhas… Ele fala “lô” o dia inteiro.

Bolê: bambolê. Essa é nova. Até anteontem, ele chamava bambolê de “bototu”, sabe-se-lá porque.

Botetê: sabonete, que virou sua nova diversão preferida, pra desespero do restante da família.

Batatá: batata.

Mananá: banana, a fruta predileta.

Nona: além de vovó, é também usada pra designar cenoura, o legume predileto.

Cocó: carne de frango ou carnes em geral.

Ága: água (que ele quase nunca pede pra beber, só quer é pra brincar).

Cuco: suco.

Tê: chá.

Tetê: leite.

: quebrou.

Abô: acabou.

Uvá: uva (é louca por uva passas).

Mão: autoexplicativo.

Mamão: idem

Adê ou Etê: CD (no caso, o “Músicas Curiosas”, da Palavra, que ele ouve literalmente o dia inteiro).

Jiji: xixi.

Coco: cocô.

Nanon, Non ou Nononon: não (coisa que ele fala suave ou enfaticamente, dependendo do caso).

Puja: pizza.

Anúncios

2 Comentários

Arquivado em bebezices