Arquivo do mês: julho 2013

sem ajuda

Já faz mais de um mês que estamos sem ajuda nenhuma aqui em casa. Até dezembro, vinham minha mãe e minha sogra para dar uma força com o pequeno, de modo que eu pudesse continuar a trabalhar. Ambas quiseram parar no final do ano passado, e Dri e eu começamos a buscar outras alternativas para o Enzo, como escolinha e babá (relatos aqui, ali e acolá).

Chegamos a matriculá-lo numa escola. Ele frequentou três dias, e eu desisti. Estou devendo um post sobre isso, mas ainda não tive tempo para escrever com o cuidado e as informações que merece. A sogra acompanhou de perto a tentativa de escolarização e me apoiou quando eu disse que não manteria o pequeno por lá. Ofereceu ficar mais um tempo, o que foi ótimo, e eis que o tempo acabou no comecinho de junho.

Dessa vez, mais coerente com o que eu sinto, com o que penso, com o que desejo para o Enzo e com o que sei que meu filho quer e precisa, sequer perdi tempo procurando alternativas. A alternativa soy yo! Decidi ficar com ele sem ajuda nenhuma e ponto. Parei de trabalhar? Não! Estou sambando miudinho? Estou! Estou cansada com a rotina dupla? Não! Coração está livre, leve, feliz e aliviado? Sim! Está sendo divertido? Muito! Em muitos sentidos. Planejei um post teórico-filosófico para dividir os nossos motivos para bancar esse arranjo, porém, vou deixar a parte chata pra depois. Começo só contando um pouco sobre como está nossa nova rotina.

  • As horas avançam em velocidade diferente por aqui. Estou quase achando que operamos um fuso-horário próprio, que não condiz com o do restante do mundo. Porque Enzo tem almoçado às 15h! Porque tem dias (e são vários) em que acorda às 11h! Isso mesmo levando em conta que eu havia decidido –e tenho me esforçado um bocado nesse sentido– ajeitar nossa rotina inclusive em relação –advinha?– aos horários. Não sei explicar ainda o que acontece, mas eu pisco e já é meio-dia; pisco de novo e são três da tarde; se piscar outra vez marido já está em casa e o pequeno nem tomou banho. Vou parar de piscar. Será que ajuda?
  • Todos os dias saímos pela manhã. Frequentemente perco a hora de voltar para dar almoço. Enzo não dorme mais à tarde.
  • Ainda não sei bem como resolver a alimentação do Enzo.  Minha mãe estava cozinhando para a gente uma vez por semana para congelarmos os pratos. Acontece que o horário dela no trabalho mudou e, para facilitar, ela voltou a estudar à noite. Não tem mais conseguido ajudar com isso. Por enquanto, estamos fazendo as coisas triviais e que praticamente se cozinham sozinhas, tipo arroz e carne moída, pois ainda há comida congelada. Tem funcionado bem também comprar peitos de frango, temperar e congelar. Na hora do sufoco, é só descongelar e grelhar. Outra: cozinho brócolis, couve-flor, espinafre e congelo. Depois, ao longo da semana, é rápido e fácil simplesmente dourar na manteiga ou no azeite. Mas a comida ainda é uma incógnita. Ainda não tive de cozinhar propriamente, não sei como vou encaixar isso nas tarefas diárias.
  • Não foram nem uma nem duas vezes em que eu terminei o dia tendo derrubado diversas coisas no chão, de sopa pela cozinha toda até leite na sala e restos de comida no quarto. Sou bem mais desastrada do que imaginei. Vocação zero para manter tudo arrumado, organizado, no lugar.
  • Descobri que é ótimo só limpar a casa quando realmente der vontade. Tenho feito assim aqui. E tudo está mais limpo do que antes, porque dá mais vontade do que eu achei que daria e porque o filho adora “me ajudar” na limpeza. Ele tem um rodinho e uma vassourinha de brinquedo e se diverte muito “varrendo” comigo. Já organizamos até o quarto dele e o meu guarda-roupas juntos, coisa que eu jurava ser impossível de fazer com ele acordado. Claro que isso vale pra mim, que nunca liguei muito pra limpeza de casa. Tem gente que precisa que tudo esteja limpíssimo e organizadíssimo. Aí esse meu exemplo não vale. Mas, no meu caso, simplesmente priorizo estar com Enzo, como já contei aqui. Sobre esse tema em especial, recomendo também esse post aqui, da Anne Rammi.
  • Arrumar a cama, coisa rápida normalmente, tem levado mais de meia hora. Porque Enzo adora “umar” comigo, é fã de “niguizar” as coisas, de modo que não rola simplesmente esticar os lençois com ele olhando. O moço quer participar. É preciso brincar com o filho antes, durante e, não raras vezes, depois. E daí começar tudo de novo. Ou desistir e deixar desarrumado mesmo, minha opção predileta.
  • Às 18h estou tão exausta, mas tão exausta, que já cochilei diversas vezes no sofá nesse horário, enquanto Enzo brincava na sala.
  • Tenho usado muito o celular para responder e-mails, ler textos, pesquisar na internet, ler notícias. É mais prático que ligar o note e não chama tanto a atenção do pequeno. Dá pra adiantar um pouco o trabalho dessa forma. Também tenho lido livros pelo aparelhinho. Sim, senhores, estou lendo muito no celular. Baixei quatro leitores diferentes, comprei alguns e-books que me interessavam e estou testando. Facilita muito a vida, é verdade. De outro modo, não teria lido três livros em um mês. Mas as obras de que estou gostando vou comprar impressas. Ainda sou do tipo que só consegue chamar de livro o objeto de papel em si. Adoro o cheiro, adoro pegar, adoro o formato, adoro ver as capas, a diagramação, a arte. De todo o modo,o celular funciona horrores para aquelas horas em que você está perto do filho, mas ele não demanda de fato sua participação (e também não te deixa trabalhar).
  • Eu só estou conseguindo mesmo trabalhar à noite, o que significa que meu expediente começa depois das 20h30, 21h, quando marido já chegou, se instalou e pode assumir de vez o pequeno. Mesmo assim, arrisquei fazer algumas entrevistas ao londo do dia, porque não tem como falar com fonte de madrugada. Deu tudo certo, mas foi difícil, bem difícil. O que ajudou: colocar o microfone do telefone no “mute”. Assim, eu ouço o entrevistado, mas ele é poupado de saber que meu filho pequeno está chorando loucamente, pedindo que eu desligue (“dá tchau pa ele, mamãe!”). E eu também me poupo do constrangimento (dá vergonha, embora não devesse dar. Mas isso é assunto pra outra conversa).
  • Não tive problemas com prazo, pelo contrário, estou entregando antes da hora. Mas isso se deve ao fato de eu ter apurado as duas matérias que estou tocando antes da sogra parar de vir. Ou seja, com poucas exceções, o que sobrou para fazer nesses textos foram algumas entrevistas e escrever propriamente. Mesmo assim, demorei bem mais do demoraria para bater os textos.

Estou tateando aqui e ali ainda, é verdade. E está sendo bem complicado cumprir a agenda. Mas esse arranjo é bem mais coerente com a mulher que eu sou, com a mãe que eu sou, com os valores nos quais eu acredito que simplesmente botar Enzo na escolinha. Eu ouço o Carlos González, eu ouço a Ana Thomaz, eu leio a Montessori e eu não consigo achar uma única razão para escolarizar meu filho pequeno que não seja a minha conveniência.

Eles todos –e toda a minha convicção– gritam que não, não é bom escolarizar bebês. “A escola infantil não é necessária para as crianças”, diz o Gonzalez, neste vídeo. E não é mesmo. Ensinar coisas a gente também pode ensinar em casa (dá uma olhada nas ideias ótimas da Dayane, do Mama Mia!). Enzo conta até 20, sabe todas as cores, formas geométricas como quadrado, triângulo e até hexágono. Reconhece todas as letras do alfabeto. Nunca foi pra escolinha.

Mas isso nem é o mais importante. Não pressiono pra ele saber mais e mais coisas. Ele sabe o que sabe porque se interessa genuinamente e a gente só vai dando a ele o que pede. Ao contrário, é justamente também pra fugir dessa loucura por saber cada vez mais cedo, por aprender cada vez mais cedo que quero o pequeno em casa. Não temos pressa. Quero que as coisas aconteçam a seu tempo, não preciso de um filho gênio nem de um filho “carreirista”, desses treinados pra passar em vestibular e em processos de seleção de trainee de multinacional desde sempre (na busca por escolinhas, no ano passado, encontrei uma que tinha apostilas do Anglo pra bebês de 1 ano e meio! Cataploft! Caí pra trás! Não podia imaginar que a sandice chegasse a isso, juro!).

Crianças de até três anos não precisam “socializar”, pelo contrário. Precisam de cuidado e atenção exclusivos. Estão na fase do “tudo é meu”, do começo da noção do “eu” como algo separado do “outro”. Não gostam da companhia de outros bebês. porque isso nem lhes serve de alguma coisa ainda.

Há quem diga o contrário? Há. E eu já li esses caras também. Mas não me convenceram.

Daí que essa mãe que eu sou hoje acredita em bebê em casa, nessas coisas que diz o González. E essa mãe, que acredita nessas coisas, não pode simplesmente pegar o filho pela mãe e estacionar numa escolinha, compreende? Daí que, apesar e por causa dessas coisas todas que eu contei aí em cima, estou muito feliz, muito mais do que estava há pouco, quando a rotina era mais leve, mas pairava sobre a cabeça a nuvem da dúvida, da pergunta “o que vou fazer quando a sogra não vier mais”? O que vou fazer? Nada. E tudo. Tudo o que importa.

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Arquivado em Maternidade, reflexões

uma cama para cinco

Daí que filho está gripado. Daí que o pequeno ainda não sabe ao certo como funciona esse treco complexo que os adultos chamamos “assoar o nariz”. Daí que o problema não é apenas ter de respirar pela boca na maior parte do tempo. Mais complicado é que o catarro não expelido adequadamente se assenta na garganta e gera tosses, muitas tosses.

Daí que essas crises de tosses, às vezes, vêm fortes, bravas, irrompem sem aviso prévio e só param quando Enzo vomita. Vomita de tanto tossir. Daí que, para dormir à noite, fica um tanto mais complicado. Enzo acorda diversas vezes por causa das tosses e os pais mal dormem preocupados com o pequeno. Solução: pai sugere trazer o filho pra cama do casal, já ocupada pelos dois e pela gata (*). Mãe topa e, com o a chegada da criança e do Pimpão (o urso de pelúcia), os cinco se espremem para caber no (pequeno) espaço que lhes compete embaixo do edredom.

Enzo já dormiu na nossa cama antes, claro. Mas nunca desde o início da noite. As vezes em que o bebê divide o colchão com a gente acontecem no finzinho da madrugada, começo da manhã, quando ele acorda me chamando. Em geral, eu costumava levantar e niná-lo até dormir. Depois, berço de novo. Acontece que ele pesa, hoje, 14 kilos e é filho de uma mulher que teve escoliose na infância. Não posso com peso e estava sendo muito, mas muito difícil ninar Enzo por 20, 30 ou até 40 minutos. Foi aí que, coisa de uns dois meses atrás, Dri teve um bela conversa com nosso filho numa dessas madrugadas em que ele queria passar tempo no meu colo antes de dormir de novo. Propôs dormirmos juntos na cama e, daí em diante, eu nem levanto mais para pegá-lo. Dri vai lá e traz Enzo pra deitar do meu lado. Coluna agradeceu horrores.

Mas foi a gripe, por essas vias meio tortas, que botou o pequeno entre a gente desde o comecinho da noite, oficialmente, não como um arremedo de madrugada, mas como o lugar certo para se dormir desde que se deita. E quer saber? Adoramos. Porque é muito bom dormir apertadinho com quem se ama, ué. Porque é divertido. Porque dá uma sensação de aconchego e acolhimento sem igual. Porque sentir filho botando a mãozinha no seu rosto pra ver se você está mesmo ali é de uma ternura difícil de descrever. Porque numa dessas noites, acordei (eu também estou gripada, o que dificulta dormir bem) e vi Enzo enroladinho no papai, cabecinha no ombro, agarrado ao braço do Dri, coisa mais linda. Porque é gostoso e ponto final.

Adotamos a cama compartilhada de vez? Não. Mas mais por causa do Enzo do que nossa. Na terceira noite dormindo com a gente, ele mesmo pediu pra voltar para o berço, creia. Não se acostumou muito com a confusão de gente se virando para lá e para cá a toda hora. E ele é bem espaçoso para dormir, gosta de ficar atravessado, braços e pernas abertas, o que fica meio impossível quando se bota dois adultos, um menino, uma gata e um urso de pelúcia em apenas 1,3o metro de largura.

Mas, depois dessas experiências, me arrependo horrores de não ter compartilhado cama com o pequeno desde sempre. Se tiver um segundo filho, certeza que farei diferente. É como aconteceu com uma amiga minha: primeiro filho, seguiu à risca as indicações e “conselhos” dos “especialistas” de sempre, esses que aparecem em todas as revistas, sites e livros de maternidade. Botou o bebê para dormir em quarto separado logo que voltaram da maternidade. Com a segundinha, o oposto. Botou marido pra dormir com o mais velho e levou a nenê pra cama de casal. Resultado: noites melhores dormidas para todos os envolvidos, amamentação exclusiva sem a menor dificuldade (primogênito complementou), livre-demanda, bebéia tranquila, apegadinha, mas bem mais independente que o irmão mais velho na mesma idade.

Quando Enzo nasceu, eu era ainda mais ignorante sobre a bebezice do que sou hoje. Já tinha descoberto alguns blogs maternos, mas, apesar de interessada em várias ideias novas apresentadas por aqui, o desconhecimento e a insegurança me faziam pender um pouco  mais para o lado “mainstream” da maternidade, aquele que sai mensalmente na “Crescer” e na “Pais & Filhos”, aquele representado lindamente (só que não) na TV pela “Supernanny” e suas ideias autoritárias, desrespeitosas e inócuas de disciplina.

Eu era tão carente de conhecimento e de amadurecimento que projetava um ideal de maternidade –que espelhava, claro, minhas necessidades infantis de ser “perfeita” e “ganhar uma estrelinha no caderno” da sociedade, da família, dos amigos no final do ano–  no qual eu seria melhor mãe tanto mais quieto, educado e obediente fosse meu filho. Quanto mais Enzo se parece com uma boneca, tanto melhor mãe eu seria.

Daí que, para isso, nada “melhor” que meter as caras nesses livretinhos de auto-ajuda materna aos montes por aí e ouvir os “conselhos” da pitaqueirada de plantão de sempre (o que inclui familiares de todos os graus, médicos, estranhos e até enfermeiras da maternidade. Porque qualquer um, qualquer um mesmo, sempre se sente no direito de te dizer como educar seu filho. Para mim, essa é, sem dúvida, a coisa mais irritante da maternidade). E eu acabei fazendo um pouco isso no começo mesmo.

E os conselhos em geral diziam (e dizem) o seguinte, basicamente (vou exagerar, mas é bem pouco): 1) Filho bom é filho absolutamente submisso e treinadinho pra só chorar quando tiver fome; 2) Mãe que é mãe tem mais o que fazer na vida do que dar peito, dar colo, dar atenção, dar amor etc. Então bote logo esse nenê no lugar dele, que é naturalmente o carrinho, o berço, outro quarto (quanto mais longe do seu, melhor); 3) A vida é dura aí fora, portanto, nada de tratar esse nenê como se ele fosse…er… um… nenê. Ele tem que aprender a se virar, né não? 4) Jamais, em hipótese alguma, coloque seu filho no mesmo quarto que vocês. Isso dá em divórcio por falta de sexo (porque, né?, só é permitido transar na cama e à noite. Se o bebê estiver lá…) e porque o seu marido vai sentir ciúme do filho (lógico, todo homem tem o desenvolvimento emocional de uma criança de quatro anos e vai rivalizar com a própria cria). Além do mais: cama compartilhada gera dependência (bebê tem que nascer adulto já, minha gente!). Pode até ser agradável, delícia mesmo, mas, mãezinha, agora que você tem um filho, tem deixar de lado essas coisinhas à toa, sabe? Maternidade não é gostoso, maternidade é padecer no paraíso, mãezinha, lembra? Maternidade é disciplina. É ensinar seu filho a lidar com esse mundo cruel. Não seja boazinha com ele, não facilite a vida desse bebê, não acostume essa criança no colo, não crie um filhinho-de-mamãe. Supernanny nele! Cantinho do pensamento nele! Deixe chorar no escurinho do quarto, sozinho, no berço, até dormir!

Não comprei toda essa baboseira aí de cima, mas uma parte, infelizmente, sim. Eu achava mesmo que seria uma boa mãe se disciplinasse meu filho desde pitiquinho, se ele “aprendesse” a dormir sozinho desde sempre, se tivesse horários rígidos e mamadas de três em três horas.

Sorte nossa é que mãe tem instinto. Forte. Imperativo. Acho que foi isso que me fez começar a dar mais ouvidos às outras mães da madresfera que aos especialistas de sempre. Foi isso que me fez decidir por botar Enzo dormindo no nosso quarto desde que chegamos do hospital. Não na nossa cama (que pena!), porque eu tinha medo de machucá-lo. Mas no quarto. Ficou dormindo com a gente por quase um ano. E foi ótimo. Mas teria sido ainda melhor se fosse na cama. Calor humano, sabe? E era isso que eu queria, que nosso instinto –o meu e o dele– pedia. Frustramos um desejo bem genuíno. Lamento. E lamento ainda mais agora, que experimentei de fato. Putz, é bom, é o “certo”. Não o certo universal que não acredito nisso. Mas o certo pra mim, entende? Eu já tinha virado, depois de tudo que aprendi na madresfera com tantas mães maravilhosas que encontrei por aqui –e também com González, com Gutman, com Gerhardt, com Odent, com Uplinger–, uma entusiasta teórica da cama compartilhada. Agora, apesar da pouca experiência, virei uma entusiasta prática.

Hoje mesmo, Enzo veio pra nossa cama às 5h45 da matina. E apesar de só ter voltado a dormir às 7h50, foi bom, foi ótimo, foi gostoso, foi natural. Hoje, e cada vez mais, acho mesmo que o lugar das crianças pequenas é com os pais. Fisicamente com os pais. No colo, na cama, grudadinho no sofá. Contato, calor, pele-com-pele, carinho, toque delicado. Isso diz muito, muito mais que qualquer  “eu te amo”.

Fica cada vez mais fica evidente pra mim, como já dizia Montessori há duzentos anos, que as crianças são naturalmente impulsionadas para a independência. É natural, a gente não precisa fazer nada, só estar ali do lado, dando condições para que os filhos deem os próprios passos quando for a hora. E esse é o ponto: quando for a hora. Quando o filho está pronto, ele se vira sozinho sem precisar ser “ensinado”. Ninguém precisa ensinar bebê a dormir sozinho. Se ele ainda não faz isso, é porque precisa de colo, ué! Porque isso é o natural para ele naquele momento de seu desenvolvimento. Não se precisa treinar uma criança a usar o penico. Quando ela estiver pronta, vai partir dela a iniciativa para o desfralde. Não precisa tirar filho da cama dos pais. Quando ele estiver pronto, ele vai pro quarto dele sozinho, como fez Enzo e como fez a Clara, filha da Lígia Moreira Sena, aos 3 anos.

Então fica aqui meu relato e minha sugestão: se você tem vontade de oferecer cama aos filhos, vai fundo. Porque pode dar muito certo. E porque é bom, bom demais. Aqui tem um post muito bom e muito completo sobre cama compartilhada, com um viés científico, escrito pela Lígia e pela Andrea Mortensen, duas cientistas que pesquisam o tema há tempos. Super recomendo.

(*) Pela verdade dos fatos: a cama é da gata desde sempre. Ela é quem chega primeiro, se espalha e, depois, permite que Dri e eu deitemos no canto que sobra. Não sei se ela tem curtido muito a ideia de dividir seu espaço com Enzo e Pimpão, mas até agora ainda não reclamou…

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