carta aberta à Margarida

"Maternite" (1963), de Pablo Picasso (*)

“Maternite” (1963), de Pablo Picasso (*)

Margarida, querida, li seu blog ontem. Fiquei muito preocupada com você. Não por estar “passando fome”. Mas por ter sido enganada. Acho que não é bom para um bebê –ou para qualquer pessoa– ignorar fatos tão importantes e essenciais para sua própria vida, especialmente se esse engano é fruto de informações distorcidas que favorecem –ó, por acaso– indústrias milionárias, que ganham dinheiro por aí incentivando mães a fazer da exceção a regra.

É por isso, querida, que resolvi escrever esse pequeno texto para você. Vou ser objetiva, tá? Para começar, você pode não estar com fome. Bebês choram por muitos motivos, a maioria não relativos a condições fisiológicas. É engano de adultos achar que, se a criança estiver alimentada e limpa, não deve chorar. Choro é tudo o que alguém da sua idade tem de recurso para se expressar. Se quiser colo, se quiser sair do berço/carrinho, se sentir medo… vai chorar. Simples.

Se você estiver mesmo com fome, tenha certeza absoluta de que não é por causa de “leite fraco” ou “pouco leite”. Essas coisas são tão reais, meu bem, quanto o Papai Noel, o Saci, o Bicho Papão e as Princesas Disney. Mães, salvo raríssimas exceções (mulheres com problemas fisiológicos cientificamente diagnosticáveis), são sempre capazes de produzir leite para seus filhos. Somos mamíferos, sabe? Mamamos ao nascer. Portanto, nosso corpo, se saudável, está apto a produzir leite. Essa é a regra. E não fui eu quem inventou. Tem sido assim desde que surgimos por essas bandas. E deu certo. Dizem que nossa espécie tem cerca de 70 mil anos. O leite artificial é uma invenção bem mais recente, que começou a “vingar” mercadologicamente falando há coisa de 40 ou 50 anos atrás. Amamentar, querida, não é “moda”. Pelo contrário. É sobrevivência. Sorte dos bebês é que, apesar dos esforços da indústria, cada vez mais mães estão se dando conta disso.

Aí você pode argumentar, Margarida, que hoje em dia muitas e muitas mães sentem que têm pouco leite, seus bebês não engordam como prevê o pediatra, não dormem o previsto entre uma mamada e outra e acabam engordando “bem melhor” depois de introduzido o leite artificial na amamentação. Ok, isso é uma meia-verdade. De fato, essas coisas acontecem, mas não pela razão que fizeram você acreditar. Eis os motivos verdadeiros (ou, pelo menos, comprováveis pela ciência e divulgados por pessoas bem mais isentas que a indústria do leite artificial, como o estudioso de amamentação e pediatra catalão Carlos González, que não ganham nem um centavo a mais quando uma mãe consegue amamentar seu filho):

1) Estamos perdendo o elo com o que é natural e fisiológico, com conhecimentos que eram transmitidos de geração em geração quando vivíamos de modo mais simples. Pediatras –e mulheres mais velhas– não explicam para as novas mães coisas básicas de sua própria fisiologia, que ajudariam muito a estabelecer uma amamentação eficiente e que eram conhecimentos disponíveis às mulheres antigamente. Ao contrário, o mundo cheio de pressa diz às mães que o “certo” é amamentar por 10 ou 20 minutos em cada peito, de três em três horas. González diz que o estabelecimento dessa regra –sem o mínimo apoio científico ou embasamento comprovável– foi o golpe de misericórdia na amamentação. Porque, para a sua mãe produzir leite materno adequado à sua necessidade, Margarida, é preciso que você mame em livre demanda, que fique “pendurada no peito” o tempo inteiro, por quanto tempo quiser, especialmente nas primeiras semanas. O contrário disso aí que recomendam na maternidade e na pediatria, em geral. Sua mãe sente que tem pouco leite (e talvez até produza menos do que você precisa) porque você mama pouco. A glândula mamária produz na medida do que é estimulada. Pouco estímulo resulta em pouco leite e vice-versa.

2) Outro problema é estabelecer uma regra de “engorda” que precisa ser seguida semanalmente. Tem bebês que não engordam muito no começo mesmo. Outros engordam mais. E isso não é necessariamente um problema. Enquanto mãe e filho estão se conhecendo e organizando o início da amamentação, não seguir a tabelinha de engorda do pediatra à risca não significa que o bebê passa fome ou que terá prejuízo futuro. Sem contar que a tabela é feita com base no que engordam os bebês na média. Se hoje a média dos bebês toma leite artificial, que engorda mais, é natural supor que a média suba. O que, de novo, não significa dizer que o bebê mais magro não esteja recebendo alimento adequado. Ao contrário, ele “só” está sendo alimentado por um leite menos gordo e, portanto, mais saudável (vamos voltar a isso, peraí).

[Adendo às 00h53 de 28/11: nos comentários, a Luara Almeida esclarece que as novas curvas de crescimento da OMS, de 2006, são agora baseadas em bebês alimentados por leite materno. Obrigada pela contribuição. Tomara que isso reduza as expectativas gerais de ganho de peso em recém-nascidos, ainda elevadas, um dos principais argumentos usados por especialistas para “identificar” “leite fraco”]

Resumindo, Margarida: se uma mãe acha que produz pouco leite, ao invés de dar o artificial, o ideal é que bote o filho em tempo integral no peito. Isso resolve a imensa maioria dos casos, pois a “pouca” produção deriva apenas do “mau” uso do equipamento. Bebês engordam mais quando tomam LA, mas isso é bom? Crianças engordam quando comem batatas fritas e tomam refrigerante… Crescer e se desenvolver adequadamente é uma coisa, e há muitos fatores que identificam se esse desenvolvimento está acontecendo, não apenas uma tabela de peso influenciada por padrões de engorda artificiais.

E, para encerrar, querida, que já me alonguei demais, quero registrar que o leite artificial não é nada parecido com o materno. O leite materno é o único alimento completo e indicado ao recém-nascido, não só porque tem as doses exatas de proteínas, carboidrato e gorduras de que um bebê humano precisa, mas porque é composto por mais de uma centena de componentes impossíveis de se replicar no leite artificial. Além disso, transmite ao filho uma infinidade de anticorpos. E, o que é mais impressionante, como não é industrializado e padronizado, cada leite de cada mulher é único, específico para aquele bebê, transmitindo a ele anticorpos adequados às doenças encontradas em seu entorno.

Quer mais um dado interessante? A Alfa-lactoalbumina, uma das principais proteínas do leite materno (representa entre 10% e 20% da proteína total) protege contra mais de 40 tipos de câncer. Isso só para te dar alguns exemplos. A ciência, quanto mais estuda, mais comprova o que nossos antepassados já sabiam. Não precisamos de LA, Margarida. Quase nunca. Só em casos excepcionais. Nossos quase 70 mil anos de vida sem indústria de leite não me deixam mentir.

PS: quando vir a Maria novamente, explica para ela parar de pressionar sua mãe, que precisa é de apoio. Pesquisa recente, publicada na reputada Pediatrics, mostra que a ansiedade prejudica a amamentação exclusiva. Taí outra explicação para o número crescente de mães que acham que não podem amamentar.

Boa sorte para você e tomara que sua mãe encontre ajuda em alguns dos vários grupos de apoio à amamentação, como esse, esse ou esse aqui.

(*) A imagem do gênio espanhol veio daqui.

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125 Comentários

Arquivado em Maternidade, reflexões

125 Respostas para “carta aberta à Margarida

  1. Parabéns pelo post! Compartilhei na página do meu blog no facebook. Porque informação de qualidade eu faço questão de passar adiante. Fundamental 🙂

    Beijo!

  2. Costurando Nuvens

    Disse tudo que eu gostaria de dizer, o que mais falta é o apoio as novas mães, muitas deixam de amamentar não por falta de leite, mas por falta de apoio da família, eu passei por isso, e continuo firme e forte amamentando exclusivamente meu pequeno. Juntas somos mais fortes a favor do aleitamento materno!

    • Parabéns por estar conseguindo manter o aleitamento! Fico muito feliz quando ouço isso ou quando sei de histórias em que as mães conseguem amamentar, mesmo com todos os obstáculos. Pois é, amamentar, que é tão natural, virou quase impossível. E apoio é fundamental, informação também. Isso que falta, não leite. Abraços

  3. Ana

    Maravilhoso, Nat! Compartilhando já!

  4. O que dizer? Simplesmente divino esse seu post! Compartilhando já! Beijos! Nine

  5. Genial! Compartilhado, isso deve ser lido por outras mães!

  6. Ana Carolina de Março

    Fantástico. Fica aqui meu agradecimento do fundo do coração. E um abraço bem apertado.

  7. PQP!!!! Que texto genial. Amei. Ouvi até a voz suave contando tudo isso à Margarida… E tirando da cabecinha dela esse monte de baboseiras que a sociedade enfiou lá! ❤

  8. Nena Rodarte

    Natalie, que texto maravilhoso! Desde que li aquele texto horroroso sobre o leite em pó, não consigo parar de pensar um minuto como uma pessoa consegue escrever tamanha insanidade! Tudo, tudo o que vc escreveu passou na minha cabeça! Fiquei de alma lavada, essa é a verdade! Parabéns!

  9. Andréa Visconte

    O texto é muito lindo. Mas existem casos como o meu que tentei de todas as formas amamentar e relutei até o ultimo momento a introdução do leite artificial, minha filha ficou quase desnutrida. A amamentação é sim muito importante, mas cada caso é um, e no meu caso dar o leite materno que eu tanto queria ficou só no sonho…

    • Andréa, claro, há exceções. E muitos fatores influenciam a amamentação, entre eles a falta de apoio e orientação adequadas e até a ansiedade. Querer muito amamentar acaba prejudicando nesse sentido às vezes. Mas o ponto do texto é mostrar que casos como o seu (e como o meu, que também não consegui levar adiante a amamentação do meu filho, que desmamou precocemente aos cinco meses) são exceção, não regra. E que o leite artificial não é “uma maravilhosa invenção do homem”, mas um produto que só é útil se for usado nesses casos de exceção. Só nestes casos. Abraços

  10. Parabéns!! Resposta perfeita para a ” Margarida” 😉
    A Pais e Filhos tinha que fazer uma retratação publicando o seu texto o blog deles!

  11. Oi Natalie!
    Adorei seu texto – parabéns!
    Também fiz uma resposta: vilamamifera.com/mamiferas/no-jardim-de-mariana-margarida-e-regada-a-po/
    Abraço!

  12. Luara Almeida

    Excelente Natalie! Seu texto é muito informativo e esclarecedor. Faço apenas uma correção técnica: as novas curvas de crescimento da OMS de 2006 baseiam-se em crianças amamentadas com LM.

  13. Ticiano

    Oi, tudo bem? Em primeiro lugar, adorei teu texto: forma a serviço do conteúdo, um ponto de vista forte e bem argumentado. Só queria, como pai de duas filhas (a Helena, de quatro anos, e a Aurora, que está para fazer três meses), discordar um pouco. A Helena mamou pouco, três meses, porque, por mais que a minha mulher tentasse, não havia como ser a única fornecedora (digamos que um dos canais de distribuição era bloqueado). Tivemos que adotar o leite artificial – e ela, a Helena, está aqui, forte, esperta, um dínamo. Com a Aurora, a coisa foi mais complicada: ela nasceu prematura, 28 semanas e seis dias. Foram 51 dias na UTI Neonatal (um nada perto daquele emocionante vídeo do bebê Ward, mas nossa saga também veio ao público: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/vida/noticia/2013/10/pai-relata-os-51-dias-da-filha-prematura-na-uti-neonatal-4313197.html). E aí, leite materno + leite artificial via sonda, por um bom tempo no hospital, depois em casa também. Mas logo nos primeiros dias em casa começamos a notar que as cólicas dela passavam do normal. Nós simplesmente não dormíamos. E não tardou para descobrirmos que ela tem alergia à lactose. Minha mulher até tentou cortar de sua dieta e do seu dia a dia tudo o que tivesse lactose – mas o problema é que mesmo traços de leite podem prejudicar a Aurora. E, não vou negar, também levamos em conta o seguinte: se minha mulher estiver privada das coisa de que mais gosta, estressada, isso vai fazer bem à nossa filha? Com toda a sinceridade, eu acho que não. Pais têm que estar bem para cuidar dos filhos. Já há uma série de “sacrifícios compulsórios” na (dupla) paternidade. Ou seja, no caso da Aurora, o leite em pó foi a salvação. Mudou, com o perdão do chavão, da noite para o dia a vidinha dela. Claro que, mais adiante, ela voltou a sofrer com cólicas. Nossa gastropediatra investigou mais um pouquinho e resolveu suspender o Ultrafer, que tem traços de leite. Batata: Aurora passou a dormir bem de novo. Está dormindo agora, enquanto escrevo, há quase três horas. Meu relógio biológico já estão tão habituado a ficar insone entre 23h e 3h (o período das cólicas mais brutais) que acabei vindo à internet para passar o tempo.
    Enfim: não é uma crítica minha, e eu não trabalho para a indústria alimentícia (aliás, foi tanta polêmica sobre o post da Margarida que fiquei curioso para ler). Só queria compartilhar um ponto de vista. Atenciosamente, Ticiano

    • oi, Ticiano, tudo bem? Pois é, sei bem o que é acostumar com a insônia e usar isso a seu favor 😉 Obrigada por compartilhar sua história. Os nomes das suas filhas são lindos! Os dois estão na nossa lista para nomes de meninas. Olha, concordo que há casos em que realmente a amamentação fica comprometida e acaba não dando mesmo. No caso da sua primeira filha, pelo que entendi, sua mulher teve problemas físicos com um dos seios, certo? Um complicador a mais, sem dúvida. No caso da mais nova, concordo muito com o que você colocou. Os pais precisam sempre estar bem, pois é impressionante como os nossos sentimentos são imediatamente espelhados pelos filhos, especialmente os bebês pequenos com a mãe. O meu ponto no texto, no entanto, é justamente mostrar que esses casos, como o seu (e o meu –já contei aí embaixo e aqui no blog que meu filho desmamou precocemente aos cinco meses) são e devem ser exceções. Talvez evitáveis –meu caso–, talvez não, mas sempre exceções. O problema é que muitos dos casos de desmame precoce –e são 90% de bebês brasileiros desmamados antes dos seis meses de aleitamento exclusivo recomendado pela OMS– poderiam ser resolvidos com a orientação correta do pediatra, com livre demanda, com uma mãe apoiada para se entregar ao aleitamento e relaxar. No caso que você relata das suas filhas, é possível que não. Mas para o meu filho certamente sim. Fui mal orientada pelo primeiro pediatra, e isso colocou em risco todo o processo. Como eu, a maioria dessas 90% de mães que desmamam precocemente só precisariam de mais informação para bancar a amamentação. Que não é fácil mesmo. Mas é possível. E é melhor. Quando não dá, não dá mesmo. E o leito artificial cumpre seu papel, claro. Mas eu tenho pra mim que 90% de desmame precoce não é porque não dá pra todo mundo, é porque tem muita gente pensando como a moça que escreveu o texto da Margarida e dando as costas às inúmeras comprovações científicas pró-livre demanda, por exemplo. Tudo de bom para você e sua família. E obrigada pelo comentário. Abraço

    • ah, Ticiano, se vc quiser ler o texto da Margarida, a Fernanda Rezende colou aqui ó: http://vilamamifera.com/mamiferas/no-jardim-de-mariana-margarida-e-regada-a-po/

      • Ticiano

        Oi! Obrigado pelo link. Depois de te escrever, procurei e encontrei. Realmente, muito ruim. É uma propaganda escancarada, com uma tentativa pífia de ser engraçadinha. Obrigado, também, pelo elogio aos nomes das nossas gurias – morremos de orgulho! 🙂 Vou visitar mais vezes o blog. Li o post sobre TV e fiquei refletindo… A Helena gosta de TV, na verdade gosta mais de ver filmes em DVD do que o Discovery Kids. O lado negativo da TV é que os comerciais, todos de brinquedos caríssimos, despertou o consumismo (bem administrável, por enquanto). Procuro ver pelo lado positivo: aquilo serve de inspiração para as brincadeiras dela, as fantasias, o faz de conta. Acho que tudo é uma questão de equilíbrio – entre a vida doméstica, a vida na escolinha e a vida ao ar livre/com os pais/com os amigos. O programa favorito dela, não tenho dúvida, é ir no Parque da Redenção conosco. O dia em que ela preferir ver TV do que passear, daí, sim, vou me preocupar. Bastante. Parabéns pelo blog!

    • Oi, Ticiano. Sua bebê tinha alergia à proteína do leite ou intolerância à lactose? São coisas bem diferentes. Tenho duas meninas que foram alérgicas e fiz a dieta sem traços. Se o problema fosse lactose, eu tomar leite em nada mudaria, pois o leite materno tem lactose. A minha filha mais velha recebeu complemento e foi uma tragédia 😦 Descoberta a alergia a leite fez uso de soja, e isso causou problemas de desenvolvimento e posteriormente alergia a soja. Com a mais nova fiz a dieta bem feita desde o início, nunca tomou fórmula, e se curou aos 2 anos. Alergia é estressante, sim, mas com apoio o estresse cai consideravelmente.

      Bom, cuidado com médicos que queiram estender o período da criança só com fórmula, sem introdução de alimentos a partir dos seis meses, pois os resultados costumam ser ruins (o organismo desaprende a digerir proteína). Uma introdução lenta, aos 6 meses, começando por arroz moído, depois legumes brancos, um alimento novo a cada semana, mais ou menos, costuma dar bons resultados.

      Infelizmente, muitos médicos recebem “propina”dos fabricantes de fórmulas especiais e não apenas ordenam ou incentivam o desmame, como ainda mantêm a criança já grandinha em uso exclusivo de fórmula, o que causa muito sofrimento. ;(

      • Ticiano

        Olá!
        A Helena tinha intolerância à lactose, cresceu com o Aptamil 2 de soja, hoje já toma sorvete, come chocolate etc. Claro, não pode exagerar, mas tem uma vida muito mais normal do que temíamos.
        A Aurora tem a alergia à proteína do leite – incluindo as marquinhas no rosto. Como disse, levamos em conta o bem-estar da mãe na decisão, cientes dos eventuais riscos para a Aurora.
        Obrigado pela dica. Estou tranquilo quanto à nossa gastropediatra. Além de ter acertado até agora, ela mesma foi quem trouxe à tona o tema do risco de desaprender a digerir proteína.

  14. Aline Salles

    Parabéns pelo texto, também compartilhei… E se me permite um “dedinho”: Para aquelas que não conseguem amamentar por algum motivo… Banco de leite! Antes e partir para o pozinho, por favor….

  15. Lindo!!!! Parabéns!!!
    Trabalho de formiguinha, mas um dia a gente consegue!!!
    TODOS PELA AMAMENTAÇÃO!!!!

  16. Fantástico… Parabéns 🙂

  17. Paulla

    Natalie, q delícia saber q vc presta esse serviço de informação!! Sou psicóloga e trabalhei anos numa maternidade estimulando e orientando o aleitamento materno exclusivo. Pra contribuir com o q é da minha área, é sempre bom lembrar q a amamentação é fundamental para o vínculo emocional entre mãe e bebê. A ocitocina liberada na corrente sanguínea é fundamental pra isso. E a natureza fez td tão perfeito! Bebês recém-nascidos enxergam apenas uma distância de cerca de 30cm que, NÃO POR ACASO, é a distância do rosto da mãe durante o aleitamento. O natural devia ser a regra, sempre.

    • Paulla, obrigada! Além do vínculo, você mencionou uma coisa muito importante: a ocitocina. Por causa da falta dela em partos cesáreos e das induções com ocitocina sintéticas, a amamentação acaba prejudicada também. Não dá pra não relacionar problemas na amamentação com crescimento do número de cesáreas. Abraços

  18. Thais

    Autora, eu sou saudável e não tive leite o suficiente.
    Não é tão lindo qto parece!!!
    Muitas mulheres não têm capacidade de produzi-lo.

    • Thais, não sei qual foi o seu caso, e pode ser que você seja a exceção que confirma a regra, mas mulheres fisicamente saudáveis sempre têm condições físicas de produzir leite. Fatores ambientais e psicológicos interferem muito, mas condições físicas todas temos (desde que saudáveis). Abraços

  19. Nat, adorei o texto. Pena que não tive tempo de também manifestar minha contrariedade a esta carta no meu blog. Mas acho que você fez isto certo e bonito, adorei e vou compartilhar também! Acho que o despreparo das mães também ajudam ao desmame e introdução do leite em pó, quando estamos grávidas nos preocupamos mais com enxoval, com quarto, com saída de maternidade do que com parto, amamentação, e etc. Se ao invés de pesquisarmos móveis para quarto de bebê fossemos pesquisar sobre a fisiologia da gravidez estaríamos ganhando mais consciência quanto a este processo tão importante para mãe e bebê. Não estou desqualificando o quarto em si, é importante sim, mas antes de sermos consumistas, vamos aprender um pouco sobre nós mesmas, a gravidez, o parto e a amamentação são fundamentais e tem muita gentr desinformada e desinformando sobre isso.
    Beijo grande!

    • Victoria, acho que esse despreparo a que você se refere é um pouco consequência do ambiente em que vivemos socialmente hoje, né? As coisas mais naturais e fisiológicas têm perdido espaço gradual nas nossas “agendas” para tudo o que é tecnológico, artificial, prático, para tudo o que demanda consumo. Leite é de graça, ninguém faz propaganda na TV, não se fala nisso nas rodas de mulheres nem nas rodas de mulheres e homens… A gente às vezes nem lembra que amamentar exige um certo preparo e muita dedicação… E as campanhas do governo também “esquecem” de mencionar isso. Abraços

  20. Nossa, parabéns!!! Não li ainda o texto a que você se refere (da revista), mas acompanhei alguns comentários a esse respeito no facebook e achei sua postagem excelente. Amamentei meus dois filhos e ainda colaborei com algumas mães que precisaram e não trocaria isso por nada..nada…nada. Nunca complementei a mamada com nada, nem água, nem suquinho, nem chazinho, e muito menos com leite artificial antes dos seis meses. E veja só, eles sobreviveram!!! E eu também!!!!
    Vou ficando pro aqui. Um abraço, Tatiana.

  21. raquel

    Amamentei minha filha exclusivamente com leite materno até seus 4 meses, quando comecei a dar frutinhas, agua de coco, por orientação medica (ela tinha refluxo e intolerancia a lactose).
    Continuei a amamenta-la apesar de ter tido seria mastite no seio esquerdo que levou a total interrupção permanente de produção neste seio, a amamentei somente com o direito, no começo era pouco leite por ser uma mama apenas, depois com muito apoio do marido, e com acompanhamento de uma pediatra excelente passe a tomar cha da mamae da welleda , e a mama que “sadia”, com as seguidas mamadas, foram aumentando o fluxo de leite, sendo o suficiente pra minha pqna.
    Apoio totalmente essa carta, que nada mais é do que uma critica aberta ao excesso de especulações sobre amamentar.
    Continuei amamentando a minha filhamesmo após ela comer alimentos solidos, ate ela completar 01 ano e 8 meses, e mesmo não tendo sido fácil, faria tudo novamente.

  22. Helio

    Sou pediatra…aplaudindo de pé…sua resposta!

  23. Isso aconteceu comigo. Minha filha não ganhava o peso que “teria” que ganhar e sai da maternidade com indicação de complemento. NÃO DEI. Com 10 dias de vida a pediatra disse que meu leite tendia a ZERO e que teria que dar complemento. NÃO DEI. Mudei de pediatra. Amamentei exclusivamente até os seis meses e NUNCA dei complemento até hoje. Minha filha tem 1 ano e 2 meses. Só MAMA PEITO. E eu amo amamentar!!!!

    • Andressa, você fez exatamente o que eu deveria ter feito e não tive coragem de fazer. Que bom! Parabéns! Admirável! E que delícia que é amamentar, né? Sua filha tem muita sorte. Abraços

      • Pois é Natalie, Meu leite nunca vazou e minha filha ficava pendurada no peito o dia inteiro e não dormia durante o dia. Porém a noite ela dormia e acordava de 3 em 3, de 4 em 4, de 5 em 5 horas e com 2 meses ela passou a dormir 8 horas seguidas apenas mamando no peito. A 1ª pediatra me deu várias informações erradas que eu como mãe de 1ª viagem acreditei até ela receitar o complemento. Umas das informações que ela me passou é que eu só poderia dar de mamá com intervalos mínimos de 1 hora. Minha filha chorava e eu ficava contando os minutos para dar de mamá a ela novamente. Foi desesperador. Só que eu como mãe sabia que eu podia amamentar a minha filha e que eu não precisava apelar para o LA. E busquei muita informação com pessoas conhecidas, na internet…E foi então que percebi que eu estava fazendo tudo errado. Passei a oferecer o LM em LD e foi então que tudo se resolveu. Quando eu falo para as pessoas que nunca dei LA para minha filha, eu simplesmente falo com orgulho de mim! Pois eu corri atrás de tudo que me diziam que eu não era capaz de fazer. Quando escuto as pessoas dizerem que não tinham leite suficiente eu me pergunto como que ela chegou a essa conclusão? Pois queriam que eu acreditasse nisso também, só que não acreditei. Quando falam minha filha precisava de 120 ml de leite e eu só produzia 20ml! Heim?! Como assim?! LM agora se conta por ml?! Nunca um LM tirado com bombinha vai ser o que realmente o bebê mama! Eu só conseguia tirar 20 ml na bombinha e nem por isso minha filha passou fome com LM. Durante 10 dias minha filha também não conseguia pegar o seio esquerdo e eu não desisti até que ela conseguisse pegar. Enfim esse é o meu depoimento sobre o que passei com a amamentação e como superei os obstáculos.

      • Nossa, Andressa, muitas semelhanças com a minha história de amamentação. Só que eu desisti, fiquei morrendo de medo, dei LA. Quando descobri que não teria sido necessário, a amamentação já estava comprometida e pouco tempo depois, meu filho desmamou, pra minha tristeza. O que ficou disso, além de aprendizado e defesa da amamentação (até por saber de toda a manipulação nada inocente pra desestimular o aleitamento), foi responsabilidade. Pesquisei, pesquisei e assumi que tive responsabilidade grande nisso. Não sinto mais culpa, mas também não abro mão da minha responsabilidade. Não me sinto atacada quando mães dizem que fazem tudo pra amamentar, só porque eu não fiz. Assumo meu erro. O que sinto dessas mães que criticam quem defende a amamentação é que, pra se defender da frustração e da responsabilidade, projetam nas outras a raiva. Como se dissessem assim: “Não admito que errei. Se você não errou como eu, para não enfrentar meu erro, preciso calar você”, sabe? Não sou desse time, não. Lamento muito pela mulher fraca que fui. E é só por admitir isso que consegui deixar a fraqueza pra trás e topar outras brigas pra alcançar a maternagem que quero. Parabéns pra vc! 😉 Histórias como a sua lavam minha alma! Bjos

  24. Silvana

    Belo texto. Amamentei minhas duas filhas, hj mulheres adultas, e fiz exatamente o que diz o texto…elas ficavam o tempo todo no peito, o tempo que quizessem, Sou muito orgulhosa de mim cresceram saudaveis e felizes.

  25. Gisela

    Parabéns pelo texto! Como eu passei pelas duas experiências, fico muito à vontade para falar desta questão. Quando a minha primeira filha nasceu eu amamentei apenas por um mês por tive um problema de saúde logo após seu nascimento q me impedia de amamentar. Sofri demais, me senti uma mãe fracassada… mas amamentei com LA! Meu querido pediatra me deu várias dicas: eu q dava as mamadeiras, sempre dava na mesma posição do peito, dei apenas LA até o sexto mês…Esbanja saúde! Oito anos depois tive gêmeos (delícia!) e consegui amamentar… primeiro mês exclusivo pros dois (foi punk kkk). Depois tive q me render ao LA como complemento, pois como eu não conseguia amamentar os dois ao mesmo tempo, os choros estavam maiores pois não queriam esperar a sua vez! E fui assim até o sexto mês… de madrugada dava pra dar só o peito, pois espaçavam mais as mamadas… A conclusão q chego é q devemos evitar os radicalismos, sabe? O leite materno é o MELHOR alimento sim! E devemos persistir em oferecer o melhor pros nossos filhos, eu acho! Agora quando o melhor está fora do mercado (rs!) não devemos nos culpar e aproveitar cada dia nossos filhotes! Um beijo!

  26. Renata Borges

    Vale a pena citar o vínculo materno, aaahhh como é gostoso ter aquele bebê lindo olhando para você, é um momento único, insubstituível. Como tem mãe que não quer passar por estes momentos? Meu bebê tem 1 ano e 9 meses, com 1 ano e 1 mês mais ou menos ele mesmo não quis mais o peito, é um bebê super saudável, nunca precisou de medicamento e não tem problema com alimentação.

  27. Patricia

    Simplesmente perfeito!! Coitadas das crianças que têm mães mal informadas… Elas nem têm direito a escolher o que seria melhor pra elas e acabam sofrendo as consequências de uma sociedade cada vez mais consumista… A indústria, cada vez mais, criando necessidades!!

  28. Pricila

    Prezada, para enriquecer mais o seu texto seria interessante explorar mais o fato de que algumas mães não conseguem amamentar. Eu, por exemplo, sonhava em amamentar meu filho, mas quando ele nasceu descobri que a cirurgia de redução de mamas – que fiz anos antes – não me permitia. Entre o nascimento do bb e essa descoberta, meu filho – que emagreceu bastante – chorava de fome quando eu pensava ser de cólica. No meu caso, o L.A. foi uma dádiva!

    • Puxa, lamento muito. Ninguém avisou você que isso poderia acontecer como consequência da cirurgia, né? Em casos como o seu, quando há impedimento físico real para amamentar, LA ajuda, claro. É como cesárea: benvinda quando necessária. Abraços e obrigada

  29. Patrícia Buzzi

    Parabéns pelo seu texto, li o texto da Pais e Filhos, achei ridículo, porém faço uma crítica, acho que você tem que repensar essa frase:

    Se você estiver mesmo com fome, tenha certeza absoluta de que não é por causa de “leite fraco” ou “pouco leite”. Essas coisas são tão reais, meu bem, quanto o Papai Noel, o Saci, o Bicho Papão e as Princesas Disney. Mães, salvo raríssimas exceções (mulheres com problemas fisiológicos cientificamente diagnosticáveis), são sempre capazes de produzir leite para seus filhos. Somos mamíferos, sabe?

    Eu não tive leite, não tive nenhum problema fisiológico cientificamente diagnosticável…simplesmente não produzi leite o suficiente, tinha muito pouco leite, enquanto meu filho precisava de 120ml eu produzia 20ml…o que era insuficiente, o fez emagrecer muito, foi preocupante…Meu filho nasceu com 2,800kg, saiu do hospital com 2,700kg, em 15 dias chegou a 2,400kg…
    Fiz com meu filho esquema de relactação (com LA), tentei tudo o que pude, consegui aos trancos e barrancos amamentá-lo até os 8 meses (na relactação – no potinho colocava o LA, para assim ele ter o contato comigo, tão importante nessa fase, e dessa forma o mínimo de leite que eu tivesse ele iria ingerir…)
    Por isso digo para ter cuidado com sua frase, eu tive pouco leite, meu filho não tinha força nem para chorar, foi emagrecendo, ficando fraco, mas como sugava bem, nós achavámos que ele estava mamando bem, até eu descobrir que o problema da perda de peso dele era minha falta de leite (sim, eu não produzia leite, tentei descobrir o porque de qualquer jeito, e não descobri, nenhum problema aparente, simplesmente não produzi leite – todos os meus exames são normais, tudo está perfeitamente bem, mas eu não tive leite…) Eu tinha o sonho de amamentar, assim como minha mãe me amamentou até 1 ano e 2 meses, eu queria o mesmo para meu filho, pois sei da importância do leite materno, então fiz o que pude para amamentar nem que o mínimo possível.
    Sempre ouvi médicos dizendo: Não existe mãe com pouco leite, a mãe produz o tanto de leite necessário ao seu filho: MENTIRA…descobri isso da pior forma…
    Tomava muito líquido o dia todo, enquanto amamentava, tomei remédio para ajudar na produção do leite e nada…
    Porém eu não tinha nenhuma doença que impedisse amamentar, em exames mamários mostravam que tudo estava ok com as glândulas mamárias, etc…
    Por isso repito, muito bom seu texto, uma ótima resposta ao texto da Pais e Filhos, sou totalmente a favor de leite materno e peço a Deus que no meu próximo filho eu tenha leite, mas a forma como você escreveu sua frase ficou tão errada quanto ao texto da Pais e Filhos.

    • Patrícia, a pega era boa? Aqui tive problemas com a mais velha, por conta de pega. Com a mais nova tive produção limítrofe, mas deu pra amamentar exclusivamente. Nunca tirei mais de 20ml na bomba, nos melhores momentos, e dava esses 20 via sonda também.
      Você chegou a fazer exames de tireóide?

      • Patrícia Buzzi

        Leodorojp
        Então no início a pega não era boa, contratei uma especialista em amamentação para me ajudar, daí ajeitamos a pega, ficou tudo certo, mas mesmo assim meu leite nunca desceu em boa quantidade…
        Não tive problema de tireóide, fiz todos os exames de sangue…
        Eu tirava o pouquinho que conseguia, e colocava no potinho e misturava com o LA para dar pela sonda…
        Eu não chegava a tirar 20ml…

    • oi, Patrícia, obrigada. Puxa, que barra ein? Eu também não consegui amamentar muito meu filho e também não tinha nenhum problema físico. Do meu lado, já descobri o que deu errado, depois de muita pesquisa. Muitos são os fatores que influenciam na amamentação, né? O que eu quis dizer com essa frase é que fisiologicamente todas somos capazes de produzir leite, em quantidade e qualidade suficientes. E isso é um fato. Esse ponto é importante porque dizer que o leite é pouco ou fraco é um dos primeiros argumentos para desestimular mães a amamentar. Obrigada pela contribuição. Abraços

  30. Simone

    Eu li o post da Margarida ontem e fiquei em choque!!! Que absurdo!! dizer que amamentar é moda foi o cumulo!! como assim?? somos mamíferos como vc mesma disse..o que ela fez foi escrever o que muitas mães preguiçosas e com má vontade gostariam de ler…infelizmente tem mulher que não quer amamentar por inúmeros motivos e pra mim isso não passa de mero egoísmo. Meu filho mamou até 3 anos, parou pq realmente meu peito secou ou saia muito pouco, não estava mais satisfazendo ele.. na verdade nunca tive muito leite por isso ele ficava pendurando em mim o dia inteiro e a noite inteira!! não tive vida durante 6 meses…qd eu fazia compra normalmente parava umas 4 vz pra amamentar… almocei com ele no peito inúmeras vz e mesmo com essa dificuldade NUNCA dei formula… apenas 3 dias qd operei a coluna e fiquei internada por 4 dias mas pedi pra ter alta antes pra voltar com o peito.. ele chorou de fome até pegar a mamadeira mas antes que ele pegasse amor nela, voltei pra casa. Ele tinha apenas 3 meses e não tinha como tirar o leite pra mandar pra ele pq estava em outra cidade e tomando remédios fortes. Enfim, amamentar não é fácil, doí, requer tempo e paciência mas o retorno é maravilhoso. Meu filho é um touro, da gosto de ver e graças ao aleitamento. Cansei de ouvir as pessoas falaram que meu leite era fraco por isso ele mamava a cada meia hora, mas ele engordou no primeiro mês quase 1 quilo. A pediatra mandou eu dar o peito de 3 em 3 horas e apenas 10 min de cada lado, nunca mais voltei nela.. louca!! Minha sogra dizia que se fosse ela, já teria tirado pro peito pq não tem paciência.. deve ser por isso que meu marido tem tudo qt é “ite” ( rinite, sinusite, etc), uma conhecida falou que não deu peito pq queria ficar com o marido e a mamadeira fazia o filho dormir a noite inteiro… O que dizer né.. Enfim, leite materno é tudo de bom, é de graça, não precisa armazenar, sai no ponto e quentinho…

  31. Aline

    perfeito! parabéns pelo excelente post. tenho um garotinho de 6 anos e um bebe de 1 a e 2 meses, este esta sendo amamentado no peito a vontade , é muito saudável e feliz! Por maiores que sejam as pressões contrarias vai mamar até quando quiser!

  32. Mariana

    Ótimo texto! Só achei que faltou ressaltar que apega do bb tb é mto importante na hora de amamentar. Se ele não pegar direito, não vai estimular corretamente e, consequentemente, pouco leite será produzido! E pode machucar o peito tb. Hj em dia isso é facilmente resolvido com um fonoaudiólogo ou em grupos de amamentação.

    Tem a questão do freio da língua tb, q machuca o peito por demais. Bbs com o freio da lígua mto grande não conseguem projetar a lingua e posicioná-la corretamente e eles acabam mastigando o peito, causando feridas, q dificultam a amamentação. Um odontopediatra facilmente detecta e faz o cortinho, se necessário.

    Enfim, acredito que todas as possibilidades devem ser investigadas antes de se introduzir LA. Não há motivos para Uma mulher 100% saudável não amamentar! Falta orientação, informação, boa formação e boa vontade por parte dos nossos médicos, isso sim. Conheço casos de mulheres q saíram da pró-matre com receita de LA. E uma amiga ouviu do próprio pediatra, que tentou empurrar LA para ela, q a nestlé paga todas a viagens e congressos para ele.

    E os bbs com alergia alimentar, então? Já vão direto pro neocate.

    Triste, triste, triste perceber como as pessoas são manipuladas e nem percebem…. E quem fica com fama de radical, de xiita, de mimimi é quem tenta alertar! Lamentável….

  33. Natalie, adorei seu texto! Gostaria de autorização para reproduzí-lo em meu blog, com os créditos, é claro! Informações perfeitas, parabéns!

    http://www.comosernormalsendomae.com.br

  34. Fabiola

    Parabéns pelo post! Sou pediatra e convivo de perto com as dificuldades encontradas para manter o aleitamento materno! O texto é perfeito e esclarecedor! Derruba “dogmas” como amamentar por 20 minutos… A cada três horas, etc… Prepara a mulher, futura mãe, para a amamentação!!! Mais uma vez, parabéns e COMPARTILHEI!!!!

  35. Andrea Ferreira

    Adorei seu texto! Quando descobri que estava grávida decidi que meu parto seria normal e eu amamentaria. Era meu sonho! E graças a Deus consegui. Não foi fácil. No caso do parto, você já tem um estímulo negativo do médico que quer te influenciar a fazer uma cesariana. Eu concordaria só em caso de risco para o bebê ou para mim. Mas tudo correu perfeitamente bem. No caso da amamentação, eu senti que não temos informação correta acerca do assunto. Li muitas matérias em revista e internet especializada no pré preparo das mamas para este ato tão sublime e importante para o bebê e para a mãe também. Mas a maioria das mulheres, que conheço pelo menos, não se interessam em saber. Na maternidade, quando meu filho veio pela primeira vez para ser amamentado, confesso que foi difícil. Achei que era só colocá-lo às mamas e ele sairia mamando. Ledo engano. Tem a tal da “pega” nos bicos que não é fácil. E no hospital não tinha ninguém preparado para me ajudar. Depois tem as rachaduras, machucado e isso destimula as mães para amamentar seus filhos. Sem falar que amamentar gera uma dependência enorme do bebê e por consequente uma maior falta de liberdade da mãe para sair e deixar seu rebento aos cuidados de outrem. Quando se tem uma mamadeira, convenhamos que é muito mais fácil. Por isso que digo e repito: Amamentar é um ato de extremo amor aos filhos!!! Eu amamentei meu filho até um ano e um mês e foi a melhor coisa que fiz!!!
    Infelizmente, a falta de informação colabora para este quadro de alimentação artificial tão prematura.

  36. Chen

    Olá Natalie! Não pude deixar de parabenizá- la pelo texto. Adorei e vou ter que compartilhar! Sou médica ginecologista e obstetra, e no meu dia a dia me deparo com dúvidas a respeito do aleitamento materno, achei o seu texto bem completo! Ainda bem que está na “moda” amamentar os filhos! Obrigada!

  37. sandra

    Achei triste essa carta, acho triste e ridiculo as pessoas quererem dizer as outras o que fazerem, cada um sabe da sua realidade, porque essas mulheres não se preocupam com as crianças q morrem de fome na Africa do Sul por exemplo… Se eu estou dando um leite ou outro ao meu filho eu sei das minhas limitações nao ela…o importante é que cada Mãe faça seu melhor e ame seu filho….

    • Sandra, lamento que o texto tenha gerado esse tipo de sentimento de cobrança em você. Não apontei –nem quis apontar– dedos para nenhuma mãe. Minha intenção foi apenas compartilhar as informações que tenho sobre amamentação. Abraços

  38. Oi Natalie,
    li seu texto através de compartilhamentos no Facebook, e achei fantástico. Estou no meu segundo menino. O primeiro, Fernando, amamentei até os 2, 5 anos. Ele é muuuito saudável. Dentes perfeitos, e nem um pouco esganado, o que acho um louvor nos dias de hoje. Nunca teve uma cárie, e acho que só ficou doente mesmo uma vez, um mês depois de parar a amamentação (coincidência?).
    Meu segundo menino, o Francisco, esta com 7 meses. Eu passei por muita coisa para poder continuar a amamentação. Tive cálculo renal quando ele tinha 15 dias. Queriam me internar, mas a luz foi que tenho um urologista, maravilhoso, que me inseriu um cateter duplo j e me mandou para casa, mesmo o correto sendo eu ficar internada. Com muita dor, por 3 meses, lutei contra os cálculos, com litotripisias, quando o mais fácil teria sido remover o calculo por cirurgia. Em três dias teria alta, mas teria que encerrar a amamentação. Não tive dúvidas; optei pelo doloroso tratamento. Voltei a trabalhar nesse meio tempo , e mesmo assim não parei. Enfim. Só queria deixar meu depoimento encorajando quem passar por dificuldades, não fraquejar.
    Ele é grande, lindo, já esta com 4 dentinhos, come de tudo e mama. Mama sempre que quer, quanto quiser, seja pouco, seja muito, e não aceita mamadeira.
    abs, parabéns pelo lindo texto.

    • Muito obrigada! Histórias como a sua me deixam muito feliz! Você nem sabe o quanto! Que sorte tem seus filhos! Parabéns e muito obrigada por compartilhar, por encorajar outras mães. É muito importante pra quem está tentando saber que dá, que é possível. Valeu! Tudo de bom pra vc e pros filhos. Volte sempre. Abraços

  39. Pingback: Dica de leitura - Blog Mãederna | Amamentar é

  40. Apesar de terem retirado o texto do ar e pedido desculpas, a melhor retratação seria a Pais e Filhos publicar seu texto. Parabéns!

  41. Alessandra

    Adoreiiiii!! Tenho um bebe de 2 meses e foi muito difícil amamentar no começo… Eu praticamente passei o primeiro mes inteiro amamentando em período integral.. Minha filha passava 4 5 horas no peito parava um pouquinho e já queria se novo.. Mal tinha tempo de tomar banho ou ir no banheiro, meu marido e minha mãe me davam comida na boca! Somado a isso minha filha nao estava no peso “ideal”, meu peito estava muito machucado e eu muito cansada… Persisti com toda minha forca sabendo que uma hora daria certo… E nao e que deu… Hoje ainda passo boas horas por dia com ela no peito, e ela ta uma bolota!!! Nao julgo porque sei que e muito difícil, mas aconselho sempre as mães que estão passando por isso que se quiserem de verdade conseguirão!! P.s estou digitando agora com minha filhota agarradinha no meu peito!

  42. Fabi

    Perfeito texto… Parabéns! Já compartilhei nos grupos que participo!

  43. Angelica

    Parabéns! Vc simplesmente disse tudo! Tenho uma pequena com 7 meses que só mama no meu peito, até tentei introduzir a mamadeira, mas ela recusou e recusa, sem contar q a única vez que tentei o leite industrializado teve uma alergia, fiquei em choque. Até as papinhas e frutinhas ela recusa, mas aos poucos vai se acostumar tenho certeza. Nada forçado, tudo na sua hora e tempo. O leite materno é muito importante. Obrigada pelas palavras, agradeço também ao Dr. Marcos pediatra por divulgar em seu face para que todas as mamães de seus pequenos pacientes tenham esse privilégio de ler essa maravilha.

  44. Daniele Varanda

    Agora sim um texto digno de ser lido! Disse tudo! Parabéns! Vou compartilhar com gosto!

  45. Muito bom! Que bom ler este texto depois da agonia de ler aquela porcaria! Amamentar sempre!

  46. Aline Marinho Cadilhe

    Natalie, simplesmente demais seu texto. Assino em baixo totalmente e olha que meu filho mama exclusivamente LA. Ao ler a publicação da revista Pais e Filhos fiquei revoltada com tanta bobagem em um único lugar, que forma opinião de uma classe. Aff! E comigo não chegou nem perto de ser verídica essa máxima sobre o bebê engordar com LA. Há 7 anos atrá fiz uma cirurgia na mama, que me tirou grande parte do tecido mamário e dos ductos (na época nem sonhava em ter filhos, fui mal orientada e foi muito mal feita). Minha GO me avisou durante 9 meses sobre a chance deu não conseguir amamentar. Quando meu bb nasceu fiquei imensamente feliz ao ter leite e o amamentei enquanto pude. Deixava ele no peito o dia inteiro e ele começou a se esgoelar chorando, fui ao PS 3x em uma semana investigar, achando que tinha algo errado. E ele não estava perdendo peso. Por fim, me indicaram um banco de leite e lá detectaram que apesar da presença do leite, passado alguns minutos o leite parava de sair e por isso, o bebê chorava.Me indicaram um mastologista especializado em amamentação. Foram longos 60 minutos de uma consulta que ao final teve como diagnóstico: amamente o quanto conseguir, mas você vai ter que complementar. Eu me recusei no início e comecei a relactação com seringa, pra ele estimular o peito de novo. Passei pra sonda e cada dia eu conseguia tirar menos ml com a bombinha ou ordenha manual. Tomei ocitocina nasal, tomei canjica branca, amarela (kkkkkkk), enfim, tentei tudo que me mandaram, fora os quase 6L de água por dia. Após 1 mês e meio, acabou, não saía mais nada e ele passou a tomar LA 100%. Sabe o que isso me trouxe? Só dor de cabeça, ele começou a evacuar sangue, depois de 2 meses trocando de leite, foi diagnosticado com APLV, vai ter que tomar um leite, cuja lata custa 185,00 cada e ele mama 8 mensalmente. Ele perdeu peso ao invés de ganhar, continua abaixo da curva ideal (mas, clinicamente está ótimo agora). Eu desempregada, tive que fazer um empréstimo no banco, to tentando conseguir o leite pelo governo, o que ainda pode levar mais 3 meses. Quando ele completar 1 ano vi ter que fazer mais exames pra saber se está curado da alergia. Eu chorei durante quase 2 meses, me sentindo a pior das mães do mundo, mas sei que fiz tudo que estava ao meu alcance e ao final, eu só queria ver meu bebê alimentando e desenvolvendo. Então, pelo amor de Deus, não sei da onde tiraram a ideia de que LA em algum momento (qualquer um) é melhor, mais eficaz ou tem algum benefício ao invés de LM exclusivo em LD. Eu trocaria qualquer coisa pra ter amamentado meu bb por muito tempo (ele tem 4 meses e meio). Vou divulgar seu texto em vários grupos que faço parte, na esperança de ajudar as mamães a lembrarem (como vc bem fala) que somos mamíferos! Parabéns de novo! OBS: desculpa o desabafo.

    • Aline, obrigada por compartilhar sua história. Me emocionei. Acho uma sacanagem sem tamanho isso de não explicarem direito as consequências de cirurgias mamárias. Lamento muito que isso tenha acontecido e posso imaginar seu sofrimento quando o LA começou a prejudicar seu filho. Eu tive mais sorte. Consegui amamentar o meu até ele ter cinco meses, sempre complementando, mas sei que ele mamava bem o LM também. Mas com a gente o LA também deu alguns problemas (constipação e cólicas) e posso imaginar como tudo foi sofrido aí pra vocês. Certeza que você fez o que pode, coração tranquilo. O governo já te deu alguma resposta? Todo o meu carinho pra você, viu? E admiração! Um abração.E avisa sobre o leite. Quem sabe a gente consegue ajudar de alguma forma… Porque quase R$ 200 por lata é complicado, né?

      • Aline Marinho Cadilhe

        Natalie, obrigada pelo apoio. E sim, cirurgias desse porte deveriam ser melhores esclarecidas. Sobre o governo, ainda tenho que passar por uma consulta com uma nutricionista do SUS, cuja marcação ainda vai ser semana que vem. Fala não, minha família está mobilizada pra me ajudar, porque eu e meu marido estamos nos descabelando, já estamos avaliando vender o carro em janeiro, porque no ritmo que tá, só Deus. Darei resposta sim, semana que vem 😉 Obrigada demais. E que Deus ilumine as mamães e abençoe os bebês =D

      • Desejo muito boa sorte pra vc com essa questão. Tomara que dê tudo certo e que você consiga rápido o leite pelo SUS. Mas mantenha informada, tá? Um beijo enorme pra vc e pro seu filho! 😉

  47. Fabiane Mizobuchi

    Natalie,sou fonoaudióloga,consultora em lactação e venho te parabenizar pelo espetacular texto com embasamento científico.É triste ler o que algumas pessoas escrevem sem conhecimento,desmotivando as mães…
    Deixo aqui meu apoio junto à vc e à todos que levantam a bandeira do Aleitamento Materno.Abraços

  48. Camila

    Concordo que o post foi infeliz, mas com esta obsessão por amamentação as mães com dificuldades para amamentar ficam marginalizadas e rotuladas como fracas… Acho sim que devemos saber quando parar de insistir e complementar e ou quando insistir complementando… E infelizmente cheguei tarde a um medico que podia me ajudar com isto… Amamentação é o que importa ao recém nascido, mas acho que o sonho da mulher de amamentar nao deve se sobrepor as necessidades fisiológicas da crianca… E é muito difícil considerar que você nao conseguiu… E que seu filho terá que beber outro leite…
    Deve-se seguir tentando… Sem extremismo, mas esta utopia deve acabar… E acho q de uma forma horrível era isto que deveria ter sido dito neste texto.

    • Camila, não vejo obsessão por amamentação, não. Vejo apenas mulheres tentando defender o direito sagrado de alimentar seus filhos, o que é bom para elas, mas ÓTIMO para eles. Ninguém perde. O problema das mulheres que não conseguem não são as outras mães, mas a indústria do leite, as maternidades, os maus profissionais que não ajudam essa mulher a conseguir algo que é natural que ela consiga. Eu não consegui amamentar meu filho direito. O quero dizer é: se seu filho estiver mesmo passando fome, você vai saber. Não precisa um pediatra te dizer um monte de bobagens sobre peso esperado e bla bla bla. Se seu filho estiver mesmo passando fome, mesmo pendurado no seu peito o dia todo, você vai saber e vai procurar ajuda especializada, certo? A saída pode ser complementar. Se for, ok. Mas pode não ser. Na maioria das vezes, não é. Eu, como defensora da amamentação, só gostaria que as mães tivessem ajuda especializada no mínimo honesta, sabe? Sei que é duro não amamentar o filho como gostaria, passei por isso. Mas as mães que mostram que é possível não são o problema de gente como eu. O problema é quem nos oferece informação errada. Entendo que a cobrança em alguns grupos pode ser grande –e toda cobrança é ruim. Mas, aqui, a gente só quer disseminar informação. Abraços

  49. alerib

    Excelente texto, parabéns!

  50. Nat, excelente como sempre! Eu li o texto da revista e fiquei indignada com tamanho desserviço e desinformação à população. Tanta besteira que não gosto nem de lembrar. Parabéns e muito obrigada por escrever essa carta resposta. Fico feliz que tanta gente compartilhou, esse sim é um texto de uma escritora de verdade com informação de qualidade.
    Beijo grande!

    • Dayane, querida, saudades de “bater papo” virtual com você! 😉 Obrigada! Também fiquei chocada com aquele texto, com as informações tão erradas, até porque já fui essa mãe tentando amamentar e já fui acusada de deixar meu filho chorando de fome. Já me senti horrível por isso. Já cedi à pressão. Já prejudiquei a amamentação do meu filho. E já descobri que eu estava certa e eles, errados. Foi justamente pensando na mãe que acha (como eu achei) que não tem leite que eu escrevi isso. Valeu pelo apoio, querida! Muito carinho por você, pela Leah e pela Kilye! Bjo enorme!

  51. Camila

    Sem mais…
    estas certíssima querida!

  52. Tereza Francisca Paula Fagundes

    Parabéns pra você!!! Amei seu post.
    Sou a mamãe da Ana Paula Calabresi; ela foi uma bezerrinha, vivia dependurada em mim; foi extremamente cansativo mas valeu cada segundinho que juntinha ficamos. A Cris mamou só seis meses e até hoje me pergunto porque não insisti um pouco mais.
    Deus te abençoe pelo seu trabalho em divulgar o viver com naturalidade.
    Beijos!!

  53. Marcos Monte

    Sou médico pediatra e entusiasta do aleitamento materno. O seu texto é o melhor texto sobre aleitamento que já li sobre o assunto (foco, didática, construção) em toda a minha vida!! Parabéns!!!

  54. helena araujo

    Ainda bem que alguns médicos ainda defendem a amamentação….antes do meu primeiro filho nascer fiquei muito chocada com uma pediatra que me falou que quando ele nascesse, se eu ficasse muito cansada, era só consultá-la que ela me ensinaria a dar NAM. Claro que nunca mais coloquei os pés em seu consultório…eu saudável sem nenhum tipo de problema e ela já querendo incentivar esse tipo de atitude. Não que seja condenável dar leite de vaca a um bebê humano…tem mães que não estão a fim de dar leite materno e tem esse direito, mas os médicos têm obrigação de esclarecer os leites são muito diferentes e certamente o materno é muito mais saudável.

  55. Marcela

    Ola tudo bem ? Queria ter encontrado esse texto a 5 anos atrás quem sabe assim teria amamentado meu filho com Leite materno exclusivo …sem culpa de achar que eu não produzia leite suficiente pra ele , infelizmente também fui enganada a ponto de deixar minha mina de ouro secar e passar a alimenta-lo somente com Leite artificial …Minha filha tem mais sorte eu procurei me informar melhor sobre amamentação e estou encontrando coisas maravilhosas como esse texto que me explica o poder do meu leite e me faz sentir confiança no leite que produzo ,Amábile minha filha de quase dois meses mama somente no peito. Por essa razão vou compartilhar seu texto pois tem muitas mães sendo enganadas por ai .Abraços e Parabéns

    • Marcela,

      obrigada! Fico muito feliz por saber que o texto é útil! Eu tive uma experiência parecida com a sua e também dei LA para o meu filho, sei como é frustrante. Mas fico muito contente em saber que, com a segunda (lindo nome!), a história está sendo diferente. Parabéns! Abraços e obrigada

  56. Sonia Matos

    Eu no meu tempo amamentei muito aquele era o meu o meu melhor momento e o dos meus filhos.
    Era magico.

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