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tão feliz e selvagem

a capa e o olhar infantil que define a narrativa (*)

a capa e o olhar infantil que define a narrativa (*)

Estou para fazer uma resenha desse livro há um tempo, desde que comprei para a cria, positivamente influenciada por essa outra resenha aqui, da Luciana Conti e seu Gato de Sofá, de quem sou fã e leitora. O livro, no caso, é “Selvagem“, da havaiana Emily Hugues, e conquistou Enzo e eu logo de cara, ainda numa primeira leitura na livraria. É um dos preferidos do filho, e fica fácil entender os vários motivos.

As ilustrações são lindíssimas, fortes (como só as sutilezas e delicadezas podem ser), coloridas, expressivas. Se comunicam muito bem com as crianças. Tanto que o filho atraiu-se especialmente pela capa, pelos olhos imensos, felizes e negros da “menina selvagem”, que fitam o leitor de um modo alegre, desafiador e convidativo.

Quando o desafio é aceito (geralmente prontamente) e o livro é aberto, então se percebe que a escolha da capa não foi aleatória. É uma das muitas metáforas que fazem a obra tão interessante. Explico: uma das coisas mais bacanas de “Selvagem” é a perspectiva narrativa, completamente construída a partir do olhar da menina que, criada com os animais desde bebê, um dia, sem mais nem menos, é arrancada de seu “habitat” e sofre uma tentativa de “civilização”.

Não há, nem sutilmente que seja, o ponto de vista do adulto, moralizador, instando a criança-leitora a contemporizar a frustração e o desencanto da personagem com sua nova vida na cidade. Ao contrário do que acontece nas fábulas e também em obras para adultos com temática similar, não é a menina criada na selva quem precisa ser “salva” ou protegida, mas, sob a ótica dela, é a cidade que está toda “errada”. E assim a narrativa se dá, assumindo claramente um ponto de vista não hegemônico e lançando um olhar bem definido –o da “menina selvagem”– ao mundo que conhecemos e no qual, na verdade, não é preciso se enquadrar.

Outra das metáforas, a principal delas, selvagem x civilizado, pode não ter leitura tão óbvia e é cheia de camadas sutis. Por exemplo: Emily Hugues é uma havaiana radicada em Londres, uma imigrante. Não importa o quão bem sucedida seja na “nova” sociedade que adotou, sempre será uma “outsider“, alguém com costumes,  olhares e perspectivas diferentes. Em geral (e claro que não falo de Hugues em particular, pois não sei de sua história de vida esse tanto) não raramente essas diferenças são vistas pelos “locais” como “erros” a serem “corrigidos”. Não deixa de ser significativo que Hugues inverta o senso comum em “Selvagem” e tache como “errados” justamente aqueles que tentam “corrigir” o espírito livre –e diverso– da menina-personagem.

Mesmo que se tome o caminho mais óbvio e se opte por ler “Selvagem” como a contraposição entre a liberdade da “selva” e o preço conformador da “civilização, a narrativa revela múltiplos significados, entre eles a dicotomia entre criança e adulto. A história, ainda mais da forma como é contada, não deixa de ser também sobre as crianças e o processo de “educação” ao qual as submetemos, como se elas precisassem ser “corrigidas”, “consertadas” e como se suas respostas inatas a questões cotidianas (comer instintivamente com as mãos e brincar destruindo coisas, por exemplo) não dessem conta de prepará-las para o desenvolvimento, sendo necessária a intervenção “civilizatória” do adulto. O que é, precisamente, o contrário.

“os corvos a ensinaram a falar”

Os pequenos identificam-se rapidamente e, em geral, aliam-se à criança “universal” que a “menina selvagem” representa. Perguntei certo dia ao meu filho qual era a parte do livro de que ele mais gostava, e a resposta não poderia ser outra: as cenas em que a personagem é livre e vive na selva com os animais.

No entanto, foi a nuance de “natureza” e de “felicidade” que me chamou a atenção. Natureza, onde vivia a “menina selvagem” antes de ser “resgatada”, pode não ser apenas o strictu sensu, o mundo não manipulado pelo homem, a selva. Há a própria natureza humana, a essência, aquilo em nós que nasce conosco e nos define. As crianças, “felizes e selvagens”, são especialistas em dar vazão a essa essência. Uma criança não pensa”quem sou”, porque ela simplesmente é. E sendo, ela manifesta e concretiza essa natureza.

A narrativa nos conta que a personagem sempre estivera na selva, “e isso fazia sentido”. Depois, reforça que, na civilização, “ela não entendia nada, e ficou infeliz”. A felicidade da menina depende, como a nossa, do que faz sentido para ela, não para qualquer outro grupo. A felicidade, nesse caso, não é uma construção, um objetivo, uma conquista (como parece ser no que acredita o ocidente), mas um estado em que se é aquilo que se é e que se vive o que se é. Para ser feliz basta ser.

eles falavam errado, e ela não entendia nada e ficou infeliz

eles falavam errado, e ela não entendia nada e ficou infeliz

Portanto, a natureza metafórica –e também literal– de que trata “Selvagem” ainda está em choque com a “civilização”, num sentido mais amplo, mais profundo, de possibilidade de existência material e psicológica da natureza original em nós no mundo über “civilizado” e muito violento em que nos metemos.

No fundo, quando as crianças dão piti na fila do supermercado, quando se recusam a comer com garfos, quando se tornam agressivas ou resistentes (aos nossos olhos), quando “fazem manha”, quando não cooperam deliberadamente, quando põem “a casa abaixo” (como faz a personagem em uma cena de “Selvagem”), metaforicamente ou não, podem estar “apenas” (o que não é pouco) sinalizando que, talvez sem perceber, as estamos tirando cada vez mais cedo, mais rápido e mais violentamente da “selva” particular em que fazem sentido e são suas próprias naturezas.

(*) As fotos são minhas mesmo. Tirei do livro do filho. Então, releve 😉

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Serviço:

“Selvagem”, de Emily Hugues (tradução de Maria Luiza X. de A. Borges, do original “Wild”)

40 páginas

Pequena Zahar

1ª edição em 2015

R$ 39,90

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mas essa escola é diferente

(*)

sugiro clicar pra ampliar a linda ilustra do Decur (*)

“A nossa obra de adultos não consiste em ensinar, mas sim em ajudar a

mente infantil no trabalho de seu desenvolvimento”

Maria Montessori – “Mente Absorvente”

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“Mas sempre tem um que é diferente

Tem sempre um que até surpreende a gente”

Paulo Tatit – “O Rato”

Ele está na escola. Mas essa escola é diferente.

Aqui o uniforme é qualquer roupa confortável. Calça de malha, shorts manchado, camiseta velha, camiseta nova, largona ou curtinha, e também vale só cueca, só calcinha, só fraldinha. Pés descalços, com chinelo, com crocs, só de meias, com tênis, sandália, sem nada, um pé de cada jeito. Pé no chão, pé na areia, pé no pedal, pé na água, pé no pé de fruta; pé dançante, pé pulante, pé veloz. Uniforme, aqui, pode ser tinta. É permitido usar o corpo como suporte para a arte. Menina não tem que usar rosa, nem menino só usa azul. Tem menina de camisetão e menino com saia rodada, girando pra lá e pra cá nas oficinas de dança ou nas histórias que se conta.

Ele está na escola. Mas essa escola é diferente.

Aqui a mochila desconhece personagem, só tem pano, papel não há. Não se carrega caderno ou livro didático. O conhecimento está do lado de fora e ainda nem foi escrito; está todo por ser descoberto, explorado, construído; está nas árvores, nos jogos com os colegas, no pedal da bicicleta; no purê de abóbora, no suco de romã, no abraço, no colo, nos afetos e vínculos, no presente que se ganha espontaneamente do amigo e no presente que se dá. E que não custa dinheiro, só demanda olhar, conexão, proximidade, um papel com canetinha ou tinta guache.

Ele está na escola. Mas essa escola é diferente.

Aqui não tem professor. Ou educador. Ou cozinheiro. Ou porteiro. Aqui tem gente de coração aberto para acolher a infância, para respeitar o outro, para estar presente sem interferir, para dar a mão sem indicar o caminho, para oferecer e oferecer-se. Gente capaz de desvestir a máscara dos títulos (porque eles não importam mesmo) e da “facilidade” da prepotência adultista para ser e estar e promover um ambiente em que as crianças sejam e estejam.

Ele está na escola. Mas essa escola é diferente.

Aqui tem concentração, muito prazer nas atividades e descobertas, criança trabalhando quieta e entregue naquilo que escolheu. Tem muita conversa, de pequeno com pequeno, de grande com pequeno, de grande com grande, de pequeno-com-pequeno-com-grande-com-pequeno-com-grande. E outra coisa que grassa por aqui é ouvido. A escola toda, pode-se dizer, é um ouvidão bem atento (não são as paredes só que têm ouvidos: todo mundo tem). Daqueles que principalmente escutam, ao invés de só ouvir. Tem olhos também. Brotam aos montes, em todo o lugar. Que veem, enxergam e reparam (como diz o Saramago).

Ele está na escola. Mas essa escola é diferente.

Aqui a sala de aula é grande, é ampla, tem sacada, tem jardim, tem escada, refeitório, ateliê, quintal, um vaso com lavanda, um casal de sabiá. E amplia espaços, ao invés de se fechar. Não é gaiola. É asa. Aqui a porta está sempre aberta, e a criança escolhe onde ficar. Pode ser no grupo que está pintando ou no que vai começar a jogar, pode ser ouvir história, pode ser observar. Tem muito tempo de quintal, tem todo o tempo para brincar. Aqui brincar é coisa séria, como só criança consegue ser. Aqui criança tem autonomia, liberdade, é sujeito. Os limites –sim, eles existem- servem só para organizar, facilitar; jamais controlar, submeter, adequar. Limite aqui é leito de rio: ajuda a fluir. Mas a água segue livre pelo curso, que ela mesma vai fazendo (tal qual o caminhante) ao caminhar.

Ele está na escola. Mas essa escola é diferente.

Aqui criança não tem TDAH como se fosse gripe. Gripe, falando nisso, é outra coisa que quase não dá. O que dá muito por aqui é riso, gargalhada, grito, corre-corre, pega-pega, trepa-trepa. Tem umas brigas, umas negociações, umas explosões de raiva. Das naturais, das infantis.  Não carecem de remédio pra aquietar. Nada aqui, aliás, foi talhado para ser quieto. Tudo é movimento e tudo está em seu lugar.

Ele está na escola. Mas essa escola é diferente.

Aqui não tem festinha, não tem coreografia ensaiada, pasta com atividades pra pai ver de vez em quando.  Aqui pai e mãe estão dentro da escola o tempo todo. A fotografia é documental, tirada em tempo real. No sentido figurado, mas também no literal, na máquina fotográfica que registra as atividades e que muitas vezes é operada pela criança –que expressa-se a si mesma sem o olhar do adulto a escolher a hora de abrir o obturador. Aqui não tem apresentação de teatrinho, mas dá umas cenas lindas que dá vontade de filmar: abraços apertados e sinceros entre duas amigas depois das férias; um grupo tranquilo de crianças fazendo castelo de areia como se fosse praia (inclusive com raio oblíquo de sol, sombra de árvore protegendo cabecinhas e nada mais no corpo além de cueca, fralda e calcinha); outro grupinho apostando corrida de triciclo com circuito e regras que eles mesmos criaram –e respeitam, sem necessidade de sanção ou ameaça.

Ele está na escola. Mas essa escola é diferente.

Aqui não tem inglês, nem francês, nem alemão e tampouco japonês. Aqui ninguém é bilíngue de nascença, nem sabe escrever antes da hora. Palavra é coisa séria nessa escola. É pra ser dita, sentida, vivida, percebida, manipulada, saboreada, engolida, respirada, ouvida, tocada, corrida, pulada, dormida, abraçada, comida, digerida, cantada, brincada. Aqui não tem informática ou TV. E ninguém parece dar a mínima pra adultos bem sucedidos. Porque aqui, nessa escola, não é de tudo que dá. O que dá mesmo é infância, muita infância, ah, como dá.

(*) Do genial artista argentino Guillermo Decurgez. o Decur. Metáfora perfeita. Daqui ó.

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como alegrar e entreter uma criança com menos de R$ 10

Sabe aquelas ideias tão óbvias, mas tão óbvias, que a gente nunca tem? Aquelas que quando finalmente surgem fazem a gente ficar um tempão se perguntando, com cara de otária, “como eu não pensei nisso antes”? Pois eu tive uma dessas ontem.

Não sei bem como a coisa aconteceu, mas lembro que estava almoçando num shopping e, sei-lá-porque, lembrei de uma papelaria na qual eu costumava ir por lá, a papelaria me lembrou crayon, que me lembrou do Enzo e… Putz, claro! Dar crayon pro Enzo! Como eu não pensei nisso antes? Justo eu, mãe de um menino que se divertiu horrores desenhando pelas paredes (todas, sem exageros) da casa!

Corri pra loja na mesma hora. Resumindo, a contabilidade ficou assim:

1 caixa de crayon: R$ 2,90

2 folhas de papel pardo: R$ 1,20

100 folhas de papel sulfite: R$ 3,40

Enzo alegre (compenetrado) e apaixonado por sua nova brincadeira favorita: R$ 7,50 (poderia escrever que não tem preço –e não tem mesmo–, mas acho que ficou meio lugar-comum essa piadinha, tô errada?)

logo que ganhou o kit...

logo que ganhou o kit…

...apaixonou.

…apaixonou.

 

 

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“os pássaros” e a primeira resenha do blog

Prometi aqui pelo menos duas resenhas. Uma sobre “Besame Mucho” e outra sobre “A Maternidade e o Encontro com a Própria Sombra“. E faz tempo. Mas quis o “destino” (a.k.a a autora deste post) que eu “estreasse” resenhando um livro infantil, que me arrebatou desde que li sobre ele neste post aqui, da revista Garatujas Fantásticas (não conhece as garatujas? Corre , que é uma revista independente muy bacana e muy linda sobre o universo infantil).

Os Pássaros” é, antes de qualquer coisa, uma sucessão de imagens lindas, carregadas de força poética e lirismo. Ainda que, juntos, não contassem a história que contam, cada desenho de cada página já seria uma narrativa visual intensa, completa e hipnotizante. É difícil deixar de olhar o livro e igualmente difícil é resistir à tentação de arrancar suas páginas, enquadrá-las todas e colocá-las na parede.

divulgação/editora 34

divulgação/editora 34

Sou fascinada por imagens bonitas. E penso que, para um bebê ou uma criança que ainda não lê, a força artística de um livro é a ilustração, é nas ilustras que eles travam o primeiro contato com a arte, tanto a literatura, a narrativa em si, quanto as artes visuais propriamente. A qualidade visual é, hoje, meu primeiro critério para escolher uma obra e oferecê-la ao meu filho. E Albertine, a artista plástica suíça que desenhou lindamente “Os Pássaros”, facilitou enormemente minha escolha.

Além disso, o escritor Germano Zullo (igualmente suíço), que assina o poético texto da obra e que é responsável pela história que as imagens de Albertine contam, desenvolveu uma narrativa singela, simples, mas carregada de múltiplas nuances e diversos significados. É lírica, é forte, é profunda, mas, ao mesmo tempo, é simples e acessível às crianças de qualquer idade. Tenho a impressão de que “Os Pássaros”, por isso mesmo, é aquele tipo de livro que pode ser lido e relido muitas vezes ao longo da vida, pois vai amadurecendo junto com o leitor. A cada releitura, novas perspectivas e novos sentidos.

Já valeria a compra só por essas razões, mas melhora. Quando sentei com Enzo para ler “Os Pássaros” para ele, ontem, fiquei muito surpresa. Ele mesmo foi “adivinhando” o que aconteceria a seguir com o personagem principal, seu caminhão vermelho e o pequeno e solitário pássaro que fica para trás quando a passarada com a qual ele estava alça voo. Primeira vez que isso acontece. Enzo dialoga com seus livros, brinca com eles, cria histórias próprias para cada desenho, “alimenta” e nina os personagens, mas ainda não tinha costurado uma narrativa que fizesse sentido para a obra toda, como fez dessa vez.

Ficou tão envolvido pelas figuras pintadas com guache, em cores vivas e primárias, que até deu nome ao motorista e ao passarinho: Joaquim e Pêto.

divulgação/editora 34

divulgação/editora 34

Para mim, que já havia aprovado “Os Pássaros” desde a resenha da Garatujas e que fiquei ainda mais arrebata quando o vi ao vivo (tanto que trouxe na mesma hora), o prazer e a interação do Enzo com a obra foi o que animou meu dia. Germano Zullo e Albertine fizeram uma mãe duplamente feliz. E alegraram o coração e a imaginação de mais um menininho.

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Serviço:

“Os Pássaros”, de Germano Zullo e Albertine

72 páginas

Editora 34

1ª impressão 2013

R$ 39

2 Comentários

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retrato do artista quando jovem

Minha casa virou uma galeria de artes. Eu, que sempre fiz muxoxos porque tínhamos poucos quadros, agora não tenho mais do que reclamar: praticamente não restou espaço em branco nas paredes. Um artista iniciante resolveu dar uma palhinha –de graça– e expor seus trabalhos na sala, na porta da cozinha, no corredor, no meu quarto.

Contemporânea, a arte dele questiona o formalismo –seu suporte é a parede diretamente, sem intermediários– e dialoga com os limites entre o privado e a rua, uma vez que usa elementos do grafite (literalmente) para dar vazão a um fluxo constante e nonsense de formas e pensamentos.

Ele é também um autêntico performer, que gosta de pintar e exibir suas técnicas e agilidade sob os olhos atentos e incrédulos dos expectadores e apreciadores da sua arte.

enzo pintando

(Atenção para o detalhe do pezinho do artista)

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As perguntas que não querem calar: terei eu parido o próximo Jackson Pollock?

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Ou terei parido o próximo Kandisnky?

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Ou ainda: estarei eu exagerando na babação de ovo,  empolgada com a novidade que é ver a cria fazendo suas primeiras garatujas e, ao mesmo tempo, assustadíssima com constatação de que vou ter que limpar essa bagunça toda (ou pintar a casa, mudar de casa, reformar tudo, fugir pras montanhas, sei lá)?

Façam suas apostas.

(*) Imagens das obras de Pollock e Kandinsky daqui e daqui, respectivamente.

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pequenas dicas

Essa é para crianças –e adultos– que gostam de música: o pessoal do “Pequeno Cidadão” liberou para download uma faixa inédita do novo trabalho do grupo (“Pequeno Cidadão 2”), que será lançado em dezembro. “Mamãe, tamo chegando?” pode ser baixada aqui.

Edgard Scandurra contou que fez a música com seus filhos, no carro, num dia de trânsito caótico em São Paulo. A narrativa é sobre um filho que precisa chegar à casa de um amigo e enfrenta dificuldades numa cidade que não anda. Resultado: passa a viagem fazendo a clássica pergunta: “tamo chegando?” e ainda sugere que, da próxima vez, melhor irem de transporte público. Bem bacana! Pena que Arnaldo Antunes não faça mais parte do grupo.

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Descobri há uns meses esse site aqui, o “Garatujas Fantásticas”, que é uma revista virtual com inspiração no universo infantil. Eles não fazem um jornalismo infantil tradicional, o que é bem bom, porque não infantilizam o leitor. Ao contrário, buscam inspiração em tudo o que é lúdico por aí e contam lá na revista. Uma das editoras, a Thais Caramico, foi responsável pela reformulação do “Estadinho”, suplemento infantil do “Estadão”, e é também redatora do Joca, um jornal só para crianças.

Super recomendo o Garatujas, tanto para ler com os filhos quanto desacompanhada. Eles cobrem muito bem as artes, incluindo a música e a literatura, e sempre tem posts interessantes.

Aliás, um bom exemplo do tipo de conteúdo do site é esse texto sobre o filme “La Educación Prohibida“, um documentário que questiona os modelos educacionais atuais por meio de 45 experiências educativas, realizadas em oito países diferentes.

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No sábado, dia 1/12, na livraria NoveSete, os músicos Sandra Oak e Ramiro Marques apresentam o show “You and Me”, com canções e instrumentos criados especialmente para o projeto. Eles desenvolveram repertório e acessórios musicais exclusivos para estimular o vínculo pais-mãe-filhos. O show começa às 16h, e a livraria fica na rua França Pinto, 97, Vila Mariana.

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porquinho criativo

Descobri o Vitório, o porquinho simpático protagonista do livro “O Sonho de Vitório”, buscando opções de artes para fazer com Enzo. Entrei quase por acaso no site de uma livraria e lá estava uma atividade de lançamento do livro. Não pudemos ir, mas achei a proposta tão bacana que fui atrás de mais informações na editora, baixei o “press kit” (textos e imagens que a editora disponibiliza aos jornalistas) e, no dia seguinte, corri para o livreiro mais próximo em busca do Vitório. Foi amor à primeira vista. Não resisti e trouxe o porquinho criativo comigo, para o Enzo.

Daí que hoje estou lá no Minha Mãe que Disse entrevistando ninguém menos que a ilustradora Veridiana Scarpelli, a criadora do Vitório. Vale a pena dar uma olhada. Vá por aqui.

A entrevista é a segunda da série de bate-papos com escritores infantojuvenis, que começou com o Pedro Bandeira.

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