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estreia no mamatraca

Hoje estou lá no Mamatraca, da querida Anne Rammi, estreando uma coluna quinzenal de bate-papo sobre o universo materno/paterno fora da caixa. O primeiro entrevistado é Marcelo Michelsohn, consultor independente e fundador do Conexão Pais e Filhos, além de editor do blog homônimo. Ele falou lindamente sobre educação ativa, conexão, respeito, emoções e confiança –nos filhos, na vida.

Nossa sociedade escolheu um caminho que exige seres humanos dóceis, que sejam bom trabalhadores por um lado, e insatisfeitos e consumistas por outro. Crianças que crescem sem ressentimento, com as emoções fluindo e experimentando a vida como algo perfeito, sem faltas, não são boas matérias primas para essa sociedade”

Bóra ?

 

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Arquivado em Maternidade, reflexões

mais licença, menos creches

“É preciso uma aldeia para criar uma criança”

provérbio africano

Então a questão carreira x maternidade tem aparecido com força nas minhas relações novamente, seja nas mesas de bar, seja nos meus estudos/inquietações filosóficas, seja nas minhas avaliações sobre convicções pessoais, nos blogs que leio e nas redes sociais. Já abordei o tema várias vezes (aqui, por exemplo; mas também aqui e aqui) e entre ontem e hoje participei de um bate-papo virtual sobre o tema (e outras coisinhas) com algumas queridas no facebook.

Daí encontro esse vídeo, do pediatra José Martins Filho, sobre a importância do vínculo, dos cuidados e do afeto no início da vida da criança, principalmente no período que compreende a gestação e vai até os dois ou três anos.

E, entre muitos pontos essenciais, ele toca no assunto da licença maternidade de fato, não essa aí que temos hoje, que, cá entre nós, não serve para muita coisa. É precisamente a licença maternidade –e outros arranjos trabalhistas que possibilitem à mãe cuidar dos filhos e trabalhar ao mesmo tempo— o que precisa ser colocado em questão quando se fala em carreira (*) x maternidade.

Já contei que, para mim, não existe esse negócio de carreira versus maternidade. O versus entrou na equação apenas porque nossa sociedade (da qual fazemos parte, vale lembrar) não está nem aí para mulheres e crianças (assim como para muitos outros grupos), sejamos sinceros. As necessidades consideradas exclusivamente femininas e as necessidades consideradas exclusivamente infantis são ignoradas solenemente.

[Parêntese: estou falando em maternidade, necessidades femininas, mas não quero excluir a paternidade e os homens da equação. Uso esses termos por duas razões, basicamente: 1) as mulheres ainda são as que assumem a maior parte da responsabilidade na criação dos filhos; ainda é dela que se cobra deixar a carreira para ficar com os filhos ou vice-versa; ainda é a mulher que se coloca em questão em relação à carreira quando vira mãe. 2) algumas funções biológicas só mesmo a mãe pode cumprir (ou cumprir bem), como parir e amamentar. Mas acho os pais fundamentais, acho que há espaço para eles atuarem muito mais e volto a isso daqui a pouco.]

Então, na prática, expomos mulheres à situação dolorosa (torturante, eu diria) e absurda (sob todos os pontos de vista, mas especialmente sob o biológico, orgânico, natural) de ter de escolher entre se sustentar ou ficar com os filhos; de ter de deixar seus filhos muito pequenos com estranhos enquanto se remoem nas firmas para pagar as contas no fim do mês; de ter de se humilhar (como se tivesse pedindo favor) e aceitar pressões psicológicas e até financeiras (ganhar menos do que um colega homem, por exemplo) porque precisa ajustar alguns horários a necessidades do filho (amamentação, saídas para pediatras etc); de ter de abandonar qualquer possibilidade de trabalho remunerado e depender inteiramente de outra pessoa.

É um absurdo obrigar uma mãe a voltar ao trabalho com quatro meses de parida. Assim como é um absurdo obrigá-la a não voltar ao trabalho.

Isso sem falar do ponto de vista da criança, que o vídeo do José Martins aborda bem.

O que mais me incomoda nisso tudo é o pressuposto. Quando discutimos a questão social e publicamente, circulamos (como disco riscado) apenas em dois pontos: creche e maternidade. Partimos, portanto, da ideia de que o ideal é oferecer mais vagas em creches, afastar as crianças de casa, deixá-las mesmo com estranhos e “liberar” a mãe para o trabalho. Uma intervenção cada vez mais precoce do mundo considerado masculino (competição, conquista, poder, obejetivo, busca), socialmente valorizado, no mundo considerado feminino (da conexão, do cuidado, das relações, do encontro), socialmente desvalorizado.  Fica claro porque isso acontece, certo? Se valorizamos mais o trabalho que as relações, o “melhor” é ter creches para as mães deixarem as crianças e cuidarem do que “importa”.

Segundo ponto que me incomoda é que a discussão raramente inclua os homens, os pais. Se fala em creches para as mães, em licença de seis meses para as mães e em mães que largam o trabalho na firma e empreendem, em apoio à mãe empreendedora etc.

Como eu comentei na conversa lá no facebook, para mim o foco está invertido nos dois casos: o dinheiro que o governo e (algumas poucas) empresas gastam com creches seria muito melhor empregado em licenças maternidade e paternidade decentes, um ano no mínimo, dois no ideal (a OMS recomenda amamentação por pelo menos dois anos, lembra?).

Os pais (homens) poderiam ter licenças de fato e assumir parte das tarefas e da troca de afeto com os filhos no dia a dia, liberando a mãe para o trabalho nesse período. E as crianças –com pais e mães ou pais ou mães por perto– cresceriam num ambiente bem mais adequado que numa escolinha abarrotada de crianças sendo “cuidadas” por três ou quatro cuidadoras.

Para mim, os pontos centrais do debate sobre carreira versus maternidade são justamente as licenças para quem trabalha em regime de oito horas diárias e o estímulo ao aumento de participação masculina na vida familiar, coisas que o José Martins cita no vídeo, e que não é comum de serem mencionadas, daí eu ter vindo aqui compartilhar.

Isso não resolve o “problema”, que é precisamente uma sociedade que desvaloriza o que há de mais importante, que é a vida, manifestada na criança e na mãe que a pariu. Uma sociedade que desrespeita crianças está fazendo alguma coisa muito errada. Sair fora da caixa é o caminho, o meu caminho. Cada vez mais eu vejo e entendo que posso criar a vida que quiser e que tanto faz como as empresas lidam com a maternidade, porque eu sei como eu vou lidar com a minha e cada pessoa pode lidar com a sua da forma que achar melhor. Mas como nem todo mundo pode –materialmente–ou quer fazer isso por conta própria, acho que a licença materpaterna decente já seria um bom começo, um passo na humanização e no reconhecimento real dos direitos das mães e das crianças.

(*) carreira aqui é mais sinônimo de trabalho remunerado e razoavelmente estável do que de construção de uma jornada profissional “ascendente” e “bem sucedida” no mundo corporativo

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com a cria nos braços

Na semana passada, assisti a alguns vídeos e entrevistas que a Anna Gallafrio, Life Coach especializada em mães, concedeu ao Mamatraca. O conteúdo é muito bom, reflexivo, recomendo. Mas o que me chamou mais atenção, no entanto (talvez pelas convicções que eu vim alimentando por aqui desde que me tornei mãe), foi ver que a Anna estava trabalhando com a filha mais nova, Corinna, 100% à tiracolo (às vezes mamando).

Essas imagens, especialmente a tranquilidade da pequena no sling enquanto a mãe cumpria sua jornada profissional, me emocionaram muito. Estavam ali, materializadas para quem quisesse ver, muitas das ideias que tive, tenho e que compartilhei/o com várias mães blogueiras (como as queridas Mariana Sá e Nine) sobre o falso dilema carreira x maternidade. Não precisamos escolher. Não há escolhas. O que há, ainda, é um mundo profissional (e social e cultural etc etc etc) profundamente separado (das) e hostil às nossas necessidades naturais e humanas mais profundas, como a de acolher nossos filhos e de sermos acolhidos quando bebês.

Essa dicotomia só “existe” porque o mundo do trabalho nos desumaniza quando não nos oferece a possibilidade de exercermos uma tarefa que nos garanta o sustento (e também alguma parcela de satisfação) enquanto cuidamos dos nossos filhos. Nos desumaniza também porque sua lógica desvaloriza nossas emoções, sentimentos e afetos. E sobrevaloriza todo o resto, incluindo a racionalidade (que supostamente nos garantiria igualdade e justiça, veja só) e um punhado de distrações.

Na hora em que vi o vídeo da Anna, me lembrei da Licia Ronzulli, a deputada italiana que, em 2010, foi ao trabalho no Parlamento Europeu com a filha no sling. A foto dela amamentando e, ao mesmo tempo, votando no Parlamento correu as redes socias. Ao contrário de ter sido uma exceção à regra, Ronzulli continou levando a filha ao trabalho, pelo menos até 2012.

em 2010 (*)

em 2010 (*)

e no ano passado (**)

e no ano passado (**)

Não vou discutir a questão de o ambiente não ser adequado para uma criança pequena crescer, até porque não sei com qual periodicidade a menina vai ao Parlamento com a mãe nem quais atividades lúdicas ela faz lá ou em outros ambientes. Suspeito até que, ainda que ela estivesse lá, com a mãe, 4 horas por dia, 5 dias por semana, seria mais saudável que estar com estranhos nas escolinhas que eu conheço por aqui. Mas essa é outra conversa.

Lembrei também, ao ver a silenciosa, sutil e profunda “revolução” da Anna Gallafrio, desta ideia genial aqui: um espaço de co-work em que os filhos não são apenas aceitos, mas muito, muito bem vindos em um ambiente projetado para os pais, mas também para as crianças que estarão por perto. Aqui tem um caminho do meio, não? Aqui tem um caminho natural, não? Para manter a metáfora que a Nine usa com frequência, desconheço leoa que deixe os filhos com a vizinha pra caçar. Sou mamífera. Quero caçar com a cria nos braços!

ambiente recebe bem mães, pais e filhos para ... trabalhar (***)

ambiente recebe bem mães, pais e filhos para … trabalhar (***)

 

Ah, já quase ia esquecendo: está aí abaixo o vídeo que mais me tocou, de todos os que vi da Anna com a Corinna (e não por acaso, como toda a série com ela no Mamatraca, fala de carreira e maternidade):

Imagens de: (*) G1, (**) Mirror e (***) Garatujas Fantásticas

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“vai ser cada vez mais interessante viver neste planeta”

“Conheci” a Laura Uplinger no trailer do documentário “O Renascimento do Parto“. Mas ainda não sabia bem quem era. Pesquisei um pouco mais depois de receber uma indicação de uma amiga. Cheguei à página dela e me encantei com o trabalho que desenvolve e com as reflexões que propõe.

Daí achei esse vídeo –que é só um trailer– e resolvi compartilhar:

Resolvi compartilhar porque me provocou muitas reflexões e trouxe uma série de informações novas. E também porque deu uma acordada em ideias que estavam meio adormecidas por aqui, desde os tempos em que li González e Gutman pela primeira vez.

Faz tempo que tenho pensado sobre o tipo de sociedade que somos, especialmente no que diz respeito à acolhida (ou não) que damos à infância, reflexão constante da Uplinger. Do parto cesáreo agendado às escolinhas, babás, mil e tantas aulas, mil e tantos compromissos. Se não respeitamos nem o tempo das crianças, pra mim é óbvio que não as respeitamos como crianças.

No vídeo, Laura diz uma coisa que eu não tinha percebido: desde muito tempo, sempre que uma mulher teve dinheiro, delegou a terceiros os cuidados com os filhos. Mas isso está mudando, e talvez sejamos a primeira geração de mães para quem a maternidade ganhou a importância que realmente merece. Como já me disse uma vez a Mari Zanotto, não há nada mais político nessa vida que educar cria. E é disso que se trata esse vídeo da Laura. Vale a pena.

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a primeira vez que nos ouviram

Terça, dia 3/7, foi um dia histórico. Ok, é meio clichê dizer isso, mas o fato é que foi mesmo. Pela primeira vez um coletivo de pais, um grupo de pais e mães que é só isso mesmo (um grupo e não uma ONG ou uma associação ou qualquer coisa com personalidade jurídica) foi ouvido em uma audiência pública na Câmara Federal.

Para além do fato de eu estar envolvida pessoalmente nisso por participar do Infância Livre de Consumismo (ILC), o coletivo de mães pró-regulamentação publicitária, comemoro essa audiência como mãe e como cidadã. Ir à Brasília é uma prova de força dos cidadãos, daqueles que se organizam e se mobilizam para defender interesses coletivos. É uma mostra inconteste também de que nossa democracia amadureceu, se consolidou, está pronta para ouvir nossas reivindicações diretamente das nossas bocas.

Representantes políticos e organizações são importantes, mas acho que é um passo à frente o cidadão ser ouvido não por que votou nesse ou naquele (muitos dos quais nem representam mesmo seu eleitorado, infelizmente) nem porque faz parte dessa ou daquela ONG. Mas porque é diretamente interessado em algo e tem algo a dizer. Ponto. Isso deve bastar para ser ouvido. E, nesse caso, bastou.

A colega blogueira Tais Vinha (Ombudsmãe) foi quem participou da audiência e falou a deputados, a representantes de instituições, de empresas, de publicitários; a gente que pensa como nós e a gente que pensa diferente. Falou como mãe, não como especialista. Defendeu a regulamentação da publicidade dirigida às crianças, principalmente porque são hipervulneráveis.

“Somos a geração dos superassediados. Da hora que acordam até o momento de dormir, as crianças são bombardeadas pela publicidade do consumo. E cada vez mais as crianças viram alvo de campanhas adultas, pois a publicidade sabe da influência da criança nas decisões de uma casa”, disse em entrevista ao jornal “Estado de Minas”.

Defendeu politicamente os argumentos que nós, mães e pais, debatemos há anos virtual e presencialmente: Taís -e os outros convidados pró-infância, pró-regulamentação, como a representante do Conselho Federal de Psicologia, Roseli Goffman e o representante da Procuradoria dos Direitos do Cidadão do MPF, Domingos Savio Dresch da Silveira- argumentaram, principalmente, que:

1) Criança é hipervulnerável, não diferencia o que é real e o que é manipulação no discurso publicitário;

2) Criança não deveria ser alvo de publicidade, pois nem comprar pode, segundo do Código de Defesa do Consumidor;

3) Regulamentar a propaganda infantil não tem nada a ver com censura, tendo em vista que se trata de um discurso comercial, que pode e deve ser regulamentado. A Constituição Federal protege a liberdade de expressão da imprensa e dos cidadãos, que não estão sendo ameaçadas pelo projeto de regulamentação da publicidade para crianças. Até nos EUA, meca do capitalismo, o discurso comercial não é protegido pela Primeira Emenda, que protege a liberdade de expressão;

4) Em relações comerciais, há sempre um lado vulnerável que deve ser protegido: o consumidor. Se as relações comercias já não são equânimes quando envolvem apenas adultos, que dirá com crianças no meio;

5) A responsabilidade da proteção à infância e da educação é dos pais, sim. Mas é também do Estado (poder público) e da sociedade, o que legitima, sem dúvidas, uma regulamentação;

6) Regulamentar a publicidade não significa que o Estado vai interferir na vida privada das famílias. Se a propaganda à criança for proibida ou limitada, as empresas poderão continuar anunciando seus produtos aos pais, que, com capacidade para isso, irão decidir se compram ao não determinado produto para os filhos.

Para quem quiser saber mais sobre a audiência e sobre o PL que regulamenta a publicidade, vá por aqui e assista / ouça à reunião (só funciona se aberto em Internet Explorer; não rola em outro navegador). Ou entre aqui e conheça mais um pouco o ILC, formado por mães como eu e você, cheias de tarefas, atividades, compromissos, mas que se uniram informalmente para defender a infância dos filhos.

Ah, Tais Vinha conta está contando, lá no MMqD, a experiência ímpar de nós, pais e mães, termos sido ouvidos pela primeira vez pela Câmara; clique nesse link aqui.

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a alma do negócio

Na semana passada, no blog do MMqD, a Pérola Boudakian escreveu um post ótimo sobre a publicidade para crianças. Entre outras coisas, ela fez uma entrevista super bacana com duas das blogueiras mais ativas nesse campo: a Mari Sá, do Viciados em Colo, e a Tais Vinha, do Ombudsmãe. Recomendo uma boa lida.

Muitos dos argumentos de ambas já foram expostos por aqui, mas ressalto duas coisas. 1) Tais lembra -muito bem- que as crianças ainda não conseguem diferenciar muito bem o que é fantasia do que é imaginário. Para elas, é ainda mais nociva a mensagem -largamente difundida pela publicidade- de que é preciso consumir para ser alguém. E, pior, essa mensagem vem sendo direcionada aos nossos filhos por intermédio de concessões públicas de comunicação que, em tese, deveriam nos ajudar a formar uma sociedade de cidadãos, não uma legião de consumidores.

2) Já a Mari dá exemplos muito tristes de crianças assumindo comportamentos que já seriam nocivos em adultos, que dirá em crianças: uma amiga da filha cuspiu um chocolate porque não queria engordar; outras deixam de brincar pois estão vestidas como gente grande (salto, cabelo “feito”). Esse comentário também me deu a impressão de que, para as meninas, assim como para as mulheres, no mundo machista em que vivemos, o fardo é mais pesado. Parece que delas se exige mais. Mais uma razão para regulamentarmos a publicidade infantil: igualdade de gêneros.

E acabei voltando a esse assunto também porque a leitora Patrícia, que comentou lá no post do MMqD, sugeriu um documentário sobre o tema, disponível no YouTube. Já tinha ouvido falar, mas assisti a ele apenas ontem. Recomendo muito. Trata-se do “Criança: A Alma do Negócio”, da Estela Renner (diretora do “Amores Expressos“, uma vídeo série que registrou os bastidores da criação de romances para uma série de literatura com o mesmo nome).

O documentário mostra, por exemplo, crianças dando seus depoimentos sobre como a publicidade direciona seus hábitos, gostos e opções. E, claro, ouve pais e especialistas, que apontam os estragos que a propaganda podem fazer na autoestima e na autoimagem dos pequenos.

Vale a pena dar uma boa olhada.

Já disse que ainda não sei bem qual seria o modelo ideal de regulamentação e regulação de publicidade infantil. Mas o marido -que é favorável à proibição total- saiu-se com um argumento que acho válido compartilhar. Nossa legislação proíbe menores de 18 anos de assinarem qualquer contrato de compra, venda, prestação de serviço etc. Isso porque entende que quem tem menos de 18 ainda não tem elementos suficientes para decidir autonomamente por adquirir ou se desfazer de algo, nem para entrar de igual para igual numa negociação. Então, se já partimos desse pressuposto, é um contra-senso imaginar que os pequenos -que não podem comprar- podem ser alvos de propagandas, certo?

 

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