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curtinhas recentes

Uma pausa na série dos dilemas (leia aqui e aqui, mas tem terceiro post no forno) para contar curtinhas recentes.

Ontem, estávamos Enzo e eu passeando. Eis que havia uma mulher, 40 e poucos, sozinha, sentada num banco, tomando sorvete. Ela estava de costas para nós, que passávamos atrás do banco. Enzo parou de andar, olhou a moça, foi até ela e começou a falar, em sua língua, claro:

-Bu, bô, buuuuu.  Ah, ãhn, ná, né.

Isso até a moça virar e sorrir para ele, que sorriu de volta, satisfeito. Primeira vez que vejo um bebê puxar conversa com alguém…

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No supermercado, escolhendo frutas, “estacionei” o carrinho do Enzo na minha frente e comecei as compras. De repente, notei umas quatro pessoas fazendo micagens em volta do bebê, rindo para ele, que gargalhava de volta.

Daí uma moça, vendo minha cara de “o que está acontecendo aqui?”,  me explicou:

-Seu filho sorri para todo mundo que olha para ele. Vai ser político!

Minha espinha gela, #medo!

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Viajamos com um amigo querido há quinze dias, ficamos fora o fim de semana. À noite, passeando pelo “centrinho” da cidade, Enzo viu crianças e decidiu ir até elas. Coloquei no chão, dei a mãe e achei que fosse conduzi-lo para onde estavam os outros pequenos. Ahahahah, mamãe! Dois passos depois, Enzo começou a chacoalhar a mão que estava presa à minha freneticamente, enquanto gesticulava com a outra.  E ainda argumentava:

-Báááááá, náááááá, abummmmm.

Traduzindo: ele quis soltar a mão da minha e ir SOZINHO até os futuros amiguinhos…

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Enzo falou a primeira palavra para qual realmente atribuiu sentido. E não foi nem “mamãe” nem “papai” nem “vovó” nem “vovô” nem “Jojóh” (a gata).

Ele disse -e diz com frequência- “bô”, que no dicionário dele quer dizer “acabou”, mas também pode ser sinônimo de “caiu”.

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primeiros passos

Enzo andou hoje! E eu é que fiquei sem fôlego. Estou meio que sem acreditar até agora -e olha que já faz umas duas horas. Foi tão tranquilo e natural que ele nem se deu conta do que estava fazendo. Estávamos ambos na sala; eu sentada no sofá, ele no chão. Como sempre faz, o minimenininho se apoiou na estante, se levantou, catou um brinquedinho e ficou mexendo nele, absorto (ele fica tão compenetrado que até franze as sobrancelhas, parece prestes a descobrir o Bóson de Higgs. Parece o Sheldon, para orgulho do pai, rá!).

Enquanto observava o objeto -nem lembro o que era, confesso, o bebê se desencostou da estante. Até aí, ok, ele já fez isso zentas vezes. Fica em pé sem apoio por cada vez mais tempo, numa boa.

Mas eis que, de repente, ele olhou para mim, que estava sentada bem em frente. Sorriu. Percebi que ele queria me alcançar e estendi o braço para ele se apoiar, mas Enzo, que segurava o brinquedo com as duas mãos e continuava olhando fixamente para ele,  nem notou o apoio oferecido, nem notou que estava completamente sem NENHUM apoio. Como se sempre tivesse feito isso, simplesmente andou.

Deu um, dois, três passinhos. Começou a se desequilibrar quando ia trocar o pé par dar o quarto passo. Amparei, ele continuou a caminhar sem perceber a mudança, alcançou meus joelhos, mordeu minha perna, deu a risadinha delícia que sempre dá quando me morde e eu protesto com um “ai ai ai ai” de brincadeira, sentou novamente e tocou a vida.

E eu, abestada, saí ligando pro Dri, pro meu pai, pra minha mãe, pro meu irmão, saí mandando e-mail pra família inteira e, claro, assim que o pequeno dormiu e eu, finalmente, almocei, vim aqui, contar pras mãe tudo.

É lindo ou não é? Meu minimenininho está cada vez mais menininho.

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